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Sinistra solidão

Giordana Bonifácio

Sinistra sempre foi minha imensa solidão.

É que para seu frio vazio não tenho aptidão.

Porém fui condenada por maldosa fada.

E contra tal feitiço minha fé não é nada.

 

Já fiz tudo ao meu alcance para ser popular.

Mas como vencer quem procura me rotular?

Sempre fui àquela que por todos foi esquecida.

Dor como a minha não encontrarão parecida.

 

Será que ainda me resta uma sombra de esperança?

Tudo era muito mais simples quando eu era criança.

Mas não desisti, não recolhi as armas ainda.

 

Mesmo sabendo que meu penar nunca finda.

Sei que estou navegando contrário as correntes,

Mas sequer minhas tortas idéias são coerentes.

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Vagas do tempo

Giordana Bonifácio

O tempo cobre nossas marcas e pegadas.

A nós o que nos cabe? Caminhar somente.

Nossas lembranças serão pelo mar levadas.

Vagas do tempo são terríveis para a mente.

 

Perdemos tudo o que algum dia possuir julgamos.

Quando jovens, nós éramos muito apressados.

O que será que com nossa pressa ganhamos?

Sobre a força do tempo fomos avisados.

 

Só que a estas vãs previsões, não demos crédito.

Pois pensávamos que o amanhã estava distante.

Estávamos vendados pela feia cobiça.

 

Muito nos foi explicado, tudo nos foi dito.

Mas julgamos que só o dinheiro era importante.

E que gozar a vida era simples preguiça.

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Alma em balanço

Giordana Bonifácio

Então, me diga,  em que pessoas nos transformamos?

O que aconteceu com a vida que sonhamos?

Será que chegamos perto das antigas metas?

Será que nossas almas estão enfim completas?

 

Reflita: você é o mesmo homem de anos atrás?

Já estar a sentir a dor que o tempo trás?

Talvez nós estejamos longe dos projetos.

Antes, todos caminhos pareciam corretos.

 

Hoje, nós  deveríamos ser homens maduros,

Que, invencíveis, sairiam de todos os apuros.

Mas compreendemos que os antigos sonhos se foram.

 

E em nosso fraco espírito outros medos  moram.

Do passado restaram-nos só boas lembranças.

Tudo era bem mais fácil quando éramos crianças

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O silêncio

Giordana Bonifácio

O silêncio é a poesia mais bela para mim.

Mesmo que não possua qualquer início ou fim,

Que não seja dotado de versos ou rimas.

É a mais perfeita de todas obras-primas.

 

O silêncio sem nada expressar tudo diz.

O poeta que bastante canta é mero aprendiz,

Porque sua arte precisa de melodia e som.

Está preso a  seus versos em busca do tom.

 

Mas a mais bela canção prescinde de tudo.

E posso declamá-la até quando estou mudo.

A ausência de barulho agracia meus ouvidos.

 

Para se compor música, muito mais que aos ruídos,

É essencial ao silêncio compreender-se bem.

Porque sem este  não existiria o som também.

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