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Ainda há tempo

Giordana Bonifácio

Ainda há tempo, aproveite então o seu dia.

Não dizia que há anos que você não sorria?

Ouça-se mais, é muito curta a vida.

Não julga que a sua dor é desmedida?

 

Ainda há tempo, então não desista agora.

Não vá jogar sua vida inteira fora.

Ouça este apelo: seu penar não condiz.

Não se sabe da dor um mero aprendiz?

 

Ainda há tempo, coragem, vá, meu rapaz!

Não sabe que de tudo será capaz?

Ouça : todos já querem sua resposta.

 

Ainda há tempo, a sorte está disposta.

Não esmoreça, acredite na vitória.

Ouça: a dor, comparada à fé, é irrisória.

 

 

 

 

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ampulheta

Ainda é tempo

Giordana Bonifácio

Ainda é tempo de flores e, talvez, amores.

Ainda é tempo, era o que o próprio tempo me dizia.

Ainda é tempo, mas ainda havia duros rancores.

Ainda é tempo, a esperança age como a anestesia.

 

Ainda é tempo, repito ainda, confiem em mim.

Ainda é tempo, não pense nesta dor que sente.

Ainda é tempo, não vá desistir fácil assim.

Ainda é tempo, a dor pesa no peito da gente.

 

Ainda é tempo, é possível acreditar ainda.

Ainda é tempo, ouça pulsar a essência da vida.

Ainda é tempo, creia, pois esta fé jamais finda.

 

Ainda é tempo, então esqueça as noites de solidão.

Ainda é tempo, não vá antecipar a partida.

Ainda é tempo, por favor, não me diga não.

 

 

 

 

 

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Primeiros passos

Giordana Bonifácio

Eu sei que tenho de aprender a andar outra vez.

E isso demanda tempo não apenas um mês.

Sei que devo reaprender a ser isto apenas.

Isto: este ser de posses bastante pequenas.

 

Isto: esta pessoa que só a solidão acompanha.

Isto: esta pessoa que ao mundo se tornou estranha.

Isto: um ser que ser teme muito mais que viver

Tais definições são meu modo de me ver.

 

Não quero que me digam o que sinto agora.

Pois em meu peito a dor eternamente mora.

O problema é que há em mim uma perene mágoa.

 

Não sou daquelas que aos infortúnios apregoa,

Mas por anos estive deveras infeliz.

Hoje, ouço mais o que meu espírito me diz.

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Sonho de uma tarde de primavera

Giordana Bonifácio

Foi bem assim:  no parque a cochilar estava,

Quando aconteceu tudo, penso que sonhava.

Pois nada do que via com a razão condizia.

Não posso dizer que este sonho não me aprazia.

 

Ao revés, não queria desta fantasia acordar.

Em função de bastante me estivesse a tardar.

Era tempo de já abandonar a loucura.

Pois a dor sente só quem no mundo a procura.

 

Neste desvario ou sonho tudo era perfeito.

Não havia mal que ninguém nem eu houvéssemos feito.

Nos espíritos dos homens não havia pecados.

 

Das nossas faltas nós estávamos perdoados.

Era a versão do paraíso que imagino.

Mas sabia tratar-se de mais um desatino

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Força e Fragilidade

Giordana Bonifácio

Eu , ao mesmo tempo, sou  força e fragilidade.

Porque sou força frente a maior dificuldade.

E mesmo assim na dor sou bastante frágil.

Sou daquelas que na tristeza chora fácil,

 

Sempre em busca de um ombro amigo em que me apoiar possa.

Mas quando a situação exige, faço-me força:

Sólida e impenetrável diante dos perigos.

Eu  não procuro na tormenta por abrigos.

 

A cada queda reergo-me muito mais forte.

Não temo nada nem sequer a horrenda morte.

Mas sou mulher e o amor também me derrete.

 

E nesse sentido vence-me até um alfinete.

Mas, consigo levantar-me e lutar mesmo assim.

Não há o que possa na minha coragem por fim.

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Viver sem amar

Giordana Bonifácio

A minha cônjuge é a minha estável solidão.

Eu sei que quando juntos minhas dores findam.

Diversas vezes fui obrigado do meu peito,

Arrancar meu coração, pois foi o único jeito,

 

De sofrimentos nunca mais vir a padecer.

Mas sinto falta dele ao mirar o amanhecer.

Sobreviver sem amor cria até ser possível.

Porém, sem amor, viver, mostrou-se impossível.

 

Os dias passam somente, com terríveis penas.

Meu desejo era o de não mais sofrer apenas.

Mas tive de renunciar à doçura de amar.

 

Por isso, não suspiro ao observar o vasto mar.

Não me acontece qualquer emoção fugidia.

Sinto falta do tempo, em que sonhar eu podia.

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Esperança

Giordana Bonifácio

Esperei por anos sua fantástica visita.

Como um astro que segue regular órbita,

Sei que só aparece aqui de tempos em tempos.

Não se explique: a vida é cheia de contratempos.

 

Mas, não posso fingir que não tive dúvida.

A demora fez sofrer a minha alma ávida.

Porém, agora há essa doce expectativa,

Tudo está certo, sinto-me até mais viva.

 

Serei pessoa digna de sua presença talvez?

Anos se foram na vã espera da minha vez.

Todavia creio que o meu tempo chegou enfim.

 

E sua vinda era tudo que ansiava para mim.

Quando só, tinha de você uma doce lembrança.

Era apenas você que aguardava, esperança.

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