Posts Marcados Com: rima

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Soneto da solidão

Giordana Bonifácio

Num universo que se crê infinito,

Sou tão pequeno… E toda dor que sinto?

No vazio não há ninguém que ouça meu grito.

Somente a ilusão… Ou o doce vinho tinto…

 

A dor é meu mistério mais profundo.

Não me compreendo, sou muito confuso.

Meus sonhos são o que possuo neste mundo.

Eu sei que nesta vida sou um intruso.

 

Tudo se torna poesia, até a lágrima,

Que nesta noite rega o travesseiro.

Até a solidão, minha companheira.

 

A fiel esposa que com tudo rima.

É da minh’alma o matiz verdadeiro.

É o borrão que destrói uma tela inteira.

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Vitória

Giordana Bonifácio

Há algo mais delicioso que o prazer de vencer?

Ver tantos anos de árduo penar reconhecido?

A vitória não é sorte, não vão me convencer.

Não é simplesmente favor ou algo parecido

 

Eu luto com a rima e os versos, eis minha arte.

E é através dela que me farei um dia escritora.

Muitos concursos virão: mas não é a melhor parte,

Quero a minha obra exposta por uma editora.

 

Mas meu pequeno triunfo já muito emociona.

Em meu peito somente um desejo persiste:

De espalhar a alegria que a arte me proporciona.

 

É a última das ilusões que, na dor, me assiste.

Não sou escritora cujo trabalho impressiona.

Mas as lutas perdidas não me deixam triste.

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Poesia para a Lua

Giordana Bonifácio

Entregue a devaneios,

Sonhando acordado.

Não me podam arreios,

Já não estou amarrado.

 

A Lua é minha amiga

Segue aqui ao meu lado.

Avesso às intrigas,

De Diana encantado.

 

Eu vou criando poesia,

Com minha solidão.

A rima é cortesia

 

Que os astros lhe dão.

O silêncio anestesia,

Da dor, a imensidão.

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Entre a poesia e a prosa

Giordana Bonifácio

Enquanto presa nesta rede tenebrosa

Da poesia não consigo salvar-me na prosa.

Estamos as três em guerra: um mortal embate.

É provável que a rima ou a crônica me mate.

 

Sinto falta da ausência de regras na escrita.

Na prosa sou mais ampla até mesmo infinita.

Na poesia sou restrita. É uma arte contida.

Criei crônicas e contos toda minha vida,

 

Agora me aventuro em caminhos diversos.

Não vou me prender somente aos escorreitos versos.

Vou errar, decerto que sim, haverá tropeços,

 

Minha estrada está cheia de fins e recomeços.

Mas prosseguirei, esta é minha grande vitória.

Para nós pobres poetas, a escrita é a maior glória.

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A razão da rima

Giordana Bonifácio

Há uma pena na minha mão e com ela escrevo.

A poesia se espalhará por tempo longevo,

Tudo aqui escrito, ao papel não estará restrito.

É canção, história fantástica, ou talvez mito.

 

Aqui está uma pequena dose de desilusão:

A minha obra incompleta que os anjos cantam.

Pode ouvir o soar dos sinos nesse momento?

A música está neste soneto que eu invento.

 

Na verdade, são versos pobres e esquecidos.

Meus desenganos que por ninguém serão lidos.

Reconheço não ser mestre na arte da rima.

 

Sou contista, adepta da prosa ainda por cima.

Descobri-me poetisa por mero acidente.

Este poema é fruto de uma arte recente.

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A dor verdadeira

Giordana Bonifácio

A rua, a casa, o quarto, o som, a música.

Depois silêncio e lágrimas, a rima rica?

Talvez apenas este pobre sentimento.

Deste terrível mal, eu sei: não estou isento.

 

Sinto, porque sou humano, só somente.

Lá fora, cai uma chuva fina e persistente.

Não posso viver alheio ao bater do coração,

preso a estas divagações que me atormentam.

 

Queria falar sobre sonhos, queria ser feliz.

Mas a melancolia aparece sorrateira,

como num pesadelo que a tudo prediz.

 

A emoção é fugaz e acontece sem que o queira.

Sangra-me o peito e o que esse vazio me diz?

Somente o que sei sobre a dor: é verdadeira.

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