Posts Marcados Com: ondas

1352980772_6a4545cf6e_b1

“Où il y a de la vie, il y a de l’éspoir”

Cervantes

 

Esperança

Giordana Bonifácio

Assombram-me os fantasmas da esperança.

Os luzidios espectros do destino,

Cujo som das ondas regem-nos em hino,

E seu vaguear é o ritmo em que se dança.

 

Nesses vales da vida que à alma cansa,

Os sonhos são a certeza do divino.

Mesmo que seja um simples desatino,

A fantasia é que a nossa alma descansa.

 

Quanta dor nosso espírito transporta?

Quanta mágoa ainda bate à nossa porta?

Mas, persiste uma cálida fé em nós.

 

A certeza de que, ao abrirmos nossos braços,

Quando já findos nos sejam os passos,

Não seremos deixados, na dor, sós.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , | Deixe um comentário

images

Para não mais amar

Giordana Bonifácio

Chiam sob meus pés as ondas carinhosas.

As vagas possuem sabor de infinito.

Chamam por mim com vozes ondulosas.

Meu destino a ecoar num agudo grito.

 

Minhas mãos à areia buscam temerosas.

Em mente, vem-me um sonho já proscrito.

As estrelas caem em gotas luminosas,

Sobre mim. Um milagre ou tão só um mito?

 

Mas que doce tristeza, que ternura!

As lágrimas são luz na noite escura.

A dor suspira mágoas frente ao mar.

 

As lembranças visitam-me em cortejo:

O que não faria por aquele beijo?

O que não faria para não mais amar?

Categorias: Uncategorized | Tags: , , | Deixe um comentário

tumblr_lhfp6mXpjm1qcsdtvo1_500

Ao sabor das vagas

Giordana Bonifácio

Só.
Silêncio.
Suavemente, a brisa
Meus cabelos acaricia.
Sem medo agora.
O mar.
A fina areia.
Espuma fria e branca.
Sonhos perdidos para sempre.
Onde foi a esperança?
A dor.
A água do mar.
A dor tem sabor de mar.
A lágrima derrama sentimentos.
É só se deixar levar.
Para onde?
Para o azul infinito.
Céu e mar unem-se no horizonte.
O sol beija o oceano.
A noite chega.
Solidão,
Só.
Saudade também.
Coisa esquisita sentir.
A gente ama sem querer…
E amar é sofrer.
Dói.
Sussurra a brisa:
Se fosse tudo diferente?
Sem sofrimentos e saudades?
Sinto muito.
Sinto,
Muito.
O luar pálido.
Luz que cobre meu corpo.
É só um corpo agora.
Sem sentimentos.
Sal.
Sede de mar.
Sorvo imensidão.
A dor é salgada também.
Tem gosto de lágrimas,
Mas é mar.
Triste Escuridão.
A noite tem a cor da morte,
Sem medo agora.
Silêncio,
Só.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , | Deixe um comentário

CACY3DRBCA3I9M0YCA92OJY4CARYX8Z7CATUGR15CABRQGGLCAX86N59CAX36X1RCAHZ9W1BCA8PNQEUCADYFZKACALT45HYCAOEGI8FCAP9JVDICAWLGBEBCA75EBRWCAB00JENCAL9ESYY

Um pequeno grão de areia

Giordana Bonifácio

Eu sei que neste mundo não sou nada

E que sou só, de areia, um pequeno grão.

Pela força das vagas sou levada,

Sou arrastada para a azul imensidão.

 

Eu sou como a flor que jaz sobre a calçada:

A desprezada por um frio coração.

Sou pelos pés dos homens macerada,

Sem qualquer esperança de salvação.

 

Sou como a pomba cuja asa ferida

Não lhe permitirá nunca mais voar.

Sou como a poesia que nunca foi lida,

 

Para sempre perdida na solidão.

Sou como a velha sempre a mendigar,

Ao mundo todo, um pouco de gratidão.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , | Deixe um comentário

img_4

A flor da vida

Giordana Bonifácio

Será que vale à pena esta vida ainda?

Toda esta dor… Meu penar infinito…

Ser feliz para mim sempre foi um mito.

E a melancolia que nunca mais finda?

 

Eu sou a senhora destas vãs ilusões.

Minha poesia é tão triste como as vagas.

Mas o ir e vir das ondas a alma afaga .

Não há na praia espaço para preocupações.

 

A vida é só uma ponte entre dois nadas.

E creio que nela só há escolhas erradas.

E não acertarei jamais o caminho,

 

Que me leve à alegria muito sonhada.

Creio que a vida é uma coisa delicada.

Uma flor: bela, porém cheia de espinhos.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

A solidão do marujo

Giordana Bonifácio

Para onde olhe, só o que  enxerga é o mar.

Sem companhia com quem possa conversar.

À noite, do convés, observa a lua.

Muito deseja que  faça-se sua,

 

Tal dama fria e longínqua, a lua de prata.

Mas tal  é a indiferença com que lhe trata,

Que o marujo, um homem sempre feliz,

Murcha sob o luar, mas a ninguém diz,

 

A dor que o aflige. Os pesares guarda

Consigo. A soberana lua não tarda

A esconder-se, pois já amanhece o dia.

 

E toda dor que à noite este marujo sofria,

Desaparece no vagar das ondas,

Pois sua alma se perde em águas profundas.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

Mar

Giordana Bonifácio

As ondas vem e vão, doce respirar.

Sonhos inspira e o mundo real a expirar.

De profundidade  o mar é composto.

E batizo com suas águas o meu rosto.

 

Deste mar o sal em mim impregnado.

Estou neste infinito abandonado.

Procurando por saídas que não existem.

Porque penso que sou meio oceano também.

 

Limitado infinito, em que me afogo.

E os desejos não se cumprem logo,

Promessas que há anos restam esquecidas.

 

Trago comigo no peito estas feridas.

Perco-me para sempre neste  oscilar,

E as lembranças, no espírito a vacilar.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

Cais

Giordana Bonifácio

Nas noites claras, porque há luar, dói-me a solidão.

Um sentimento que vem com as vagas do mar.

É um ir e vir eterno, igual à respiração.

O mar inspira e expira as ondas a borbulhar.

 

E nesse cais, distante da mágoa da vida,

Espero que mais uma noite fria tenha fim.

Bastante estou, com este mundo, aborrecida.

Não há esperanças ou, ainda, soluções para mim.

 

Minha existência é a Via Crucis que percorro.

E para mim, clemência ou piedade não existem.

Por mais que, enlouquecida, peça por socorro.

 

A madrugada sempre rósea, ao sol anuncia.

Sei que toda esta mágoa que meu dia contém,

Deixo ao mar: pena só, quem à dor não renuncia.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: