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CANSEI DA SOLIDÃO

Solidão

Giordana Bonifácio

Chore manso sua imensa e vã amargura.

Não reclame do mal que lhe crucia.

Sofre em silêncio todo fim do dia,

Pois seu pesar nem mesmo o tempo cura.

 

Saiba que é a dor que faz a sua alma pura.

O mundo, de seu penar, só riria.

Ame a dor. Faça dela a sua alegria.

Assim será tão só ela a sua ventura.

 

Abafe o grito, sua mágoa não passa.

Sofre sereno sua dor, sua desgraça.

Guarde no peito sua tristeza inteira.

 

A solidão é a dor que o relógio atrasa.

É das fantasias uma cova rasa

E das noites sem fim, fiel companheira.

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Anima mea

Giordana Bonifácio

Ó anima mea, ó pura alma tão ferida,

Ó meu refúgio, ó abrigo derradeiro,

Luz que faz de mim um homem inteiro,

Força divina que me dá acolhida,

 

Templo da fé que anima minha vida,

Faça de mim um simples mensageiro.

Ilumina este tão denso nevoeiro,

Da amarga dor advinda da dúvida.

 

Ó esperança vã, por que ainda me alagas?

Sentes falta da mão que te afaga?

Ainda sinto no peito toda a mágoa

 

De um passado que já não posso esquecer.

Faça em mim um novo dia amanhecer,

O qual me deixe os olhos rasos de água.

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Ontem vs. Hoje

Giordana Bonifácio

Ontem, dia de sol, sabem, eu estava radiante,

A todos sorria e dizia bom dia aos meus vizinhos.

Já hoje , nesse dia de chuva, não estou confiante.

Meus sonhos e ilusões caminham nas ruas sozinhos

 

Não posso ver por onde seguir mais adiante.

Minha solidão pesa neste dia bem mais.

Ontem, estava feliz, e o dia, eletrizante.

Quero só esquecer o hoje e voltar para trás.

 

Rebobinar a fita e não seguir em frente.

Porque temo o futuro e também suas surpresas.

Sei que pareço pessoa bastante incoerente

 

Mas já não possuo mais, em meu peito, certezas.

Tão somente um coração já não muito crente,

Que nesse rio é arrastado pelas correntezas.

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A solidão do marujo

Giordana Bonifácio

Para onde olhe, só o que  enxerga é o mar.

Sem companhia com quem possa conversar.

À noite, do convés, observa a lua.

Muito deseja que  faça-se sua,

 

Tal dama fria e longínqua, a lua de prata.

Mas tal  é a indiferença com que lhe trata,

Que o marujo, um homem sempre feliz,

Murcha sob o luar, mas a ninguém diz,

 

A dor que o aflige. Os pesares guarda

Consigo. A soberana lua não tarda

A esconder-se, pois já amanhece o dia.

 

E toda dor que à noite este marujo sofria,

Desaparece no vagar das ondas,

Pois sua alma se perde em águas profundas.

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O fim das esperas

Giordana Bonifácio

Não posso mais tanto penar por você.

A saudade pode às vezes ser até doce.

Porém, este sabor, quando demais repudia.

Não posso mais de sua volta esperar o dia.

 

Aconteceu que a esta grande espera me cansou.

Tenho certeza que você em mim jamais pensou.

Sou outro agora, um homem bem mais seguro e forte.

Não quero lhe ver mais nem em perigo de morte.

 

As flores não são perenes, por que o amor seria?

Findou o que por você sentia, nem sei se sofria.

A sede de seus beijos que um dia me cegou,

 

Foi saciada pelos lábios de alguém que me amou.

Não sou mais um louco a sua procura sem valor.

Não mais lhe quero: você só me trazia dor.

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