Posts Marcados Com: minha mente

7181772_kv8Dn

Jardins da morte

Giordana Bonifácio

Os muitos erros que cometi em vida

Fazem de mim uma alma condenada.

Toda a minha existência resumida,

Não é mais que uma esperança malograda.

 

Ó amor, fantasia tola e adormecida,

Promessa de alegria que me foi adiada,

Quais são os sonhos que a minha mente olvida?

Quais são as verdades por mim ignoradas?

 

O que é isto de que tenho tanto medo?

Como transpor as portas do segredo?

Como, diante de tanta dor, ser forte?

 

Errei os caminhos, perdi-me nos anos.

Conheci em vida tão só desenganos

Que me seguirão até os jardins da morte.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , | Deixe um comentário

Imagen-de-AMOR-TIERNO

Frias esperas

Giordana Bonifácio

Quero ser a esta dor indiferente.

Pois sei que nada mais pode ser feito.

Devo ainda guardar este mal no peito?

Sou poeta, ser estranho a toda gente.

 

Guardo sonhos sem fim em minha mente.

Mas terei para sempre vazio o leito.

Para onde vai, oh poesia, quando me deito?

Quando mais me machuca o amor ausente?

 

Na minha vida não há mais primaveras

O meu vazio está cheio de frias esperas.

Por que ainda ouço cantarem as estrelas?

 

Recordações de alguma paixão antiga?

Não se faz a cruel noite minha amiga.

Por que hei de compor, ainda, coisas belas?

Categorias: Uncategorized | Tags: , , | Deixe um comentário

lagarta

Preciso de uma história

Giordana Bonifácio

Sabe aquela história de bloqueio literário? Bem, eu sempre achei que era pura balela, pois tinha ideias brilhantes para um bom texto simplesmente ouvindo canções que me inspirassem. Sou daquele tipo de escritora que não necessita de fatos marcantes para escrever, nada de terremotos, enchentes, maremotos ou qualquer outra tragédia. Escrevo sobre o cotidiano e fatos comuns que permeiam a vida de qualquer um. Quando crio, estou focada na história, nada mais atrapalha esse pequeno universo formado entre eu e a tela iluminada do computador. Mas nesses últimos dias, nada, nem mesmo a música, conseguiu acender aquele lampejo tão característico que dá início a composição de uma bela história. As ideias estavam tão minguadas que pensei até que minha lampadazinha não acendia porque não teria pagado a conta de luz. Fiquei horas sentada frente ao computador sem o auxílio da minha criatividade, gérmen dos meus contos, crônicas e poesias. Na máquina, a tela em branco. A minha mente permeada de tantas coisas, mas nada bom o suficiente para se tornar uma história. Parecia até que meu cérebro e eu havíamos brigado. Fui pedir auxílio ao meu coração, mas ele é sentimental em excesso. Quando surgiu um coraçãozinho no início da primeira frase (<3), percebi que confiar num músculo involuntário não era um bom negócio. Então, resolvi sucumbir à força desesperadora da página em branco e desliguei o computador para desanuviar a cabeça dos problemas. Saí para um café. Juro que até pensei em abandonar a minha carreira literária. O que é um escritor sem uma boa história? Minha criatividade estava tão escassa, que não se poderia fazer nem mesmo um caldo dela. Levei um caderninho de notas comigo, no caso de qualquer pequeno lampejo de inspiração surgir. O prevenido, como se diz, morreu de velho.

Sentada no banco da cafeteria, que também era uma livraria, fiquei assistindo a vida que ocorria fora de meu pequeno dilema. As pessoas viviam sem se preocupar com meus problemas. Elas sorriam e estavam felizes! Dá para acreditar? Ninguém se dava conta que eu estava desesperada à procura de uma história. As inúmeras tentativas de iniciar um conto terminaram com uma bolinha de papel arremessada na lixeira a alguns metros de minha mesa. E eu perguntando-me como poderia ter sido a péssima aluna de basquete que fui, pois, quando se tratava de arremesso de papel, eu acertava a cesta até de costas. Na verdade, nas aulas de Educação Física, eu nunca consegui acertar um arremesso, nem mesmo no aro, e ainda me recordo da professora gritando: “usa a tabela, Giordana!” Mas isso já é enredo para outra crônica. Pois é, estávamos eu, o lápis, o papel e uma xícara de chá de hortelã. Todos mais perdidos que o Tom Hanks no filme O náufrago. Coloquei as mãos na cabeça tentando ligar algum dispositivo que talvez tenha desligado por acidente. Porém, foi também em vão. Tomei um gole de chá e voltei novamente minha atenção às pessoas que me cercavam. Foi então que me veio: elas poderiam ser personagens na história que eu planejava criar! Fui observando, pequenos gestos, um diálogo perdido ali. Um aceno aqui. Fui anotando tudo. Um homem trazia uma menininha pela mão. Deveria ter começado a andar há pouco tempo. Seu cabelo encaracolado e castanho estava fragilmente preso por uma pequena presilha. Minha mãe dizia-me que não havia presilha que mantivesse meus cabelos selvagens arrumados. Acho que, com aquela criancinha, ocorria o mesmo. Outra coisa que percebi foram os sapatinhos: sandálias bastante parecidas com as quais minha mãe guarda até hoje. “Lembranças de tempos bons”, ela diz. A menininha não parava quieta, pareceu-me extremamente curiosa com relação ao mundo no qual havia chegado há tão pouco tempo. As bolsas com suas cores chamativas e milhares de zíperes e cordões eram o alvo predileto daquelas mãozinhas inquietas. O pai vinha atrás, desculpando-se pela inconveniência de sua filhinha. Mas creio que as pessoas nem se zangavam, sorriam para a menininha, que mostrava um sorriso com poucos dentes e muita baba, mas, mesmo assim, deveras cativante.

Voltei-me para o papel. Nada. Apenas fragmentos. Como um objeto sem qualquer ação poderia provocar-me tanta angústia? Eu desejava ardentemente cobrir aquelas linhas de frases mágicas, que instigariam os leitores e os fariam pensar sobre a vida, sobre si e sobre o mundo que os cerca. Porém, quem disse que querer é poder? Vai falar isso para um bloqueio de uma tonelada pesando-lhe absurdamente sobre a cabeça! Resolvi tentar relaxar. Não sou muito zen, como devem imaginar. Tentei estudar o budismo, mas sou totalmente incompatível com a meditação. Não consigo manter-me imóvel por tanto tempo. Estou sempre um tanto acelerada. Minha mãe deve ter sofrido com aquela criança hiperativa que fui, porque, até hoje, ela reclama da ansiedade que diz ser uma característica de família. Meu pai, conforme ela conta, aprontava mais peripécias que minha outrora fértil mente poderia imaginar. Ao meu redor, as pessoas desconheciam minha vida pregressa. Aliás, até mesmo eu recordo-me muito pouco do passado. O que ainda me lembro é fruto das anedotas contadas pela família de feitos muito engraçados que, como costumávamos dizer, entraram para os anais da família Medeiros. Não sou muito detalhista, minha atenção é extremamente frágil, sou péssima fisionomista e, ainda por cima, sou extremamente desorientada geograficamente, haja vista perder-me com facilidade. Mas até estes defeitos imperdoáveis são fonte para histórias pitorescas que são contadas em meio a muitas gargalhadas quando os parentes estão reunidos. Mas não significa que cultivo apenas as falhas, uma qualidade que posso dizer possuir é a coragem. Dizem ser derivada da minha bisavó. A avó da minha mãe era uma mulher de muita fibra. Por isso minha avó Darcy teve força e fé para conseguir educar dez filhos praticamente sozinha. Não creio que eu conseguiria. Mas como diz a matriarca da família Leadebal, “Deus não nos dá uma cruz que não possamos carregar”.

O papel continuava a encarar-me ameaçadoramente. A esfinge que me devoraria caso não lhe pudesse desvendar o enigma. Tive uma ideia meio mirabolante, iria mendigar uma história aos frequentadores do café/livraria, afinal, algo que minha mãe dizia termos de sobra era uma boa “cara-de-pau”. Iria aproximar-me das pessoas com olhos humildes e pedir-lhes que me concedessem um tantinho de seu tempo e outro tanto de sua vida para serem contadas por mim numa crônica. Não seria difícil. Eu já estava desesperada. Quem não ficaria? Um escritor vítima de um bloqueio criativo é como um pianista com D.O.R.T. nas mãos. Olhei em volta. Quem seria minha vítima? Lancei olhares ameaçadores para os lados. Quem poderia valer uma história divertida? Fui caminhando pelo café/livraria, mas ninguém mais me atraía a atenção. Meu problema avolumava-se. Não conseguia achar a história que tanto procurava. Se escrevesse em uma placa: ‘preciso de uma história’, talvez alguém se apresentasse com um fato interessante. Acho que uma vez me senti assim, quando era bem jovem… Deveria somar uns dezessete anos. Na prova do meu primeiro vestibular, eu estava tão cansada que me foi impossível escrever sobre o tema que mais admiro desde minha infância: música. Podem acreditar, quando fui questionada a escrever sobre meu maior prazer, as palavras faltaram-me e por dezessete linhas, fui reprovada na redação do meu primeiro vestibular. Mas naquela época nem sabia ao certo o que queria ser. A escrita para mim era mais um hobby. Não acreditava que poderia ganhar concursos e nem mesmo ser publicada. Incrível como a gente desvaloriza justamente nossas maiores qualidades. Sentia-me tão frágil quanto naquela primeira derrota. ‘Será que não poderia escrever nada interessante nunca mais?’ Era o que me perguntava. Vencida por um punhado de linhas novamente. Contudo, não queria dar o braço a torcer, havia ainda uma pequena esperança: uma mulher um tanto estranha que distraidamente fumava um cigarro sentada num banco em frente ao café/livraria. Vestia uma roupa toda azul e justa que fazia ela se parecer com uma grande lagarta azul. Ela encarou-me em silêncio por alguns minutos e perguntou-me: “Quem é você”. Eu disse que mal sabia naquele exato momento, pois na minha vida havia passado por tantas mudanças que nem mais sabia quem eu era. Ela sorriu. Eu perguntei-lhe se eu parecia-lhe um tanto louca. Ao que ela respondeu: “Louquinha, mas vou lhe falar uma coisa: as melhores pessoas o são”. Quando finalmente pedi-lhe uma história, ela disse-me que eu já a havia escrito. Foi quando me dei conta que a crônica já estava pronta em minha mente: o bloqueio criativo era A História. A moça se foi, deixando-me mais dúvidas que certezas, mas, graças a ela, consegui reacender a lampadazinha que por muitas semanas havia permanecido apagada. Eis o começo de outras muitas aventuras.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

Mente indomável

 Giordana Bonifácio

Há  muito tempo me ludibria minha mente.

E isso me faz, de toda a gente, diferente.

Minha sina é pela sanidade batalhar.

E nessa luta qualquer apoio viria a calhar.

 

Sei que estou nessa guerra por anos a fio.

A mente é da memória um caudaloso rio.

Já a minha muito mais me faz lembrar o mar

É um cavalo bravio que não se pode domar.

 

Estou agarrada à razão: ela me é bem cara.

Não é assim fácil a cura de doença tão rara.

Não há quem a este terrível mal  consiga entender.

 

Vive-se com a dor num eterno reaprender.

Dessa luta sem fim não sairei derrotada.

Convalescer não é hipótese ora cogitada.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

“A literatura não permite caminhar, mas permite respirar.”

Roland Barthes

O tema e o tabu

Giordana Bonifácio

Estou determinada a desconstituir tabus hoje… Há muitas coisas sobre as quais evito falar. Não porque fique acanhada com a possível reprovação das pessoas. É verdade que existe certos assuntos que se tornam verdadeiros tabus em minha escrita. Poucas vezes toco em temáticas delicadas, mas não por medo de cutucar a ferida. É comum que as pessoas estabeleçam certos pontos intocáveis em sua alma. Eu mesma fico em silêncio sobre várias coisas. Não porque não me permita falar. A literatura, que me salva inúmeras vezes de sufocar-me em realidade, é forte o suficiente para abrir a minha mente antiquada e conservadora. Saibam que é por pura falta de oportunidade não reflito sobre eles. Um ponto controverso é a minha veia política. Já me considerei muito ligada às transformações sociais outrora, hoje, creio-me muito avessa às mudanças porque passam o mundo e as pessoas. Acreditem: eu não era assim. Parece que o tempo foi enferrujando meu cérebro, desgastando meus parafusos, fiquei mais usada e menos tolerante. Tenho um exemplo dos efeitos do tempo implacável em alguém muito próximo: meu pai. Ele era um dos homens mais politicamente engajados que conheci, estava sempre pronto a liderar revoluções. O passar inclemente dos anos tornou-o menos corajoso; não, talvez o que tenha sumido de sua alma seja tão somente a esperança. Ele não acredita mais que o país possa melhorar, afinal, são tantos escândalos de corrupção, que fica meio difícil confiar em alguém. Lembro que havia discussões políticas em minha casa até alta madrugada. Eram pessoas que sonhavam. Acho que a época dos sonhos passou. O mundo nos deu um banho frio de desilusão. Nem recrimino meu pai. Chega um tempo que o corpo pede descanso. Ele não é mais tão jovem para se submeter às mesmas torturas sofridas no terrível e inesquecível período da ditadura militar. E eu também estou cansando, estou diminuindo minhas expectativas quanto ao futuro.  Já estou começando a acreditar que se trata apenas de uma promessa tão vazia de significado quanto os desejos de construção de um país melhor e mais justo. Não suporto mais esconder minha ideologia que duvida da mudança significativa da situação de nossa pátria. Não sou adepta de nenhum partido, filio-me apenas a minha razão. E tenho certas dúvidas que consigamos ser mais civilizados que hodiernamente somos.

Política é um ponto sensível. Não é recomendável a um autor ter preferências nem filiação partidária. Não sou Jorge Amado para ter uma fase comunista de porta-voz dos problemas sociais. Primeiro, porque, quem sou eu para ser ouvida? Uma tímida voz sibilante em meio a uma multidão exaltada! É assim que me sinto. Sem força para fazer o mundo desenvolver-se. A literatura não me permite caminhar como dizia Barthes, mas me possibilita respirar em meio a esse mar de lama em que o Brasil está naufragando. E sei que posso unir-me a outros pensamentos que se coadunam ao meu, mas sermos maioria, numa população amordaçada pelo assistencialismo e vendada pela impressa parcial e gananciosa, é impossível. Sei que criticar a política brasileira que conseguiu, da mesma maneira escusa que costuma agir na direção do país, trazer eventos como a Copa do mundo e as Olimpíadas para serem realizados em solo tupiniquim, é praticamente vedado. Creio que estes acontecimentos sejam apenas uma maneira de aumentar os índices de aprovação do governo mesmo em períodos de crise. Sou desacreditada quando tento revelar este jogo de cartas marcadas. Nessa mesa, quem distribui as fichas é sempre vencedor. Não há como insurgir-se frente a esta estrutura maléfica, somente se quiser ver-se destruído em menos de uma semana. Acabarão com seu prestígio, destruirão sua família e provavelmente, dependendo do grau e gravidade de suas denúncias, é possível que você apareça morto sem aparente motivo ou suspeitos do crime. Por isso, compreendo meu pai. Não há mais pelo que lutar. Bem como, não existem alternativas menos desgastantes para entrar em conflito com uma realidade estabelecida. O bom mesmo é tentar viver sua vida, da melhor maneira possível, mesmo tendo consciência de tudo aqui apresentado.

Esses assuntos sobre os quais evitamos falar, em razão da polêmica resultante de nossas declarações, não podem simplesmente ser varridos para debaixo do tapete. Aqui estou querendo desfazer o erro em que incidi de negar-me a escrever sobre temas delicados. O sexo também fica meio esquecido, disseminado em meus textos sob a bandeira feminista e o amor de que muitas vezes, (não em todas), é consequência. Não tenho muito que explanar a respeito desse tópico. Porque a maioria das pessoas conhece sobremaneira e, bem melhor que eu, tudo que envolve a cópula de espécie humana. Não evito falar sobre isso, como muitos que conheço creem. Sei muito e pormenorizadamente sobre como se dá e o efeito do coito. É-me estranho apenas que as pessoas tendam a achar que sou uma donzela imaculada sem qualquer conhecimento sobre o ato sexual em si. Tenho até certa pena desses indivíduos. Não são tão sabidos quando dizem, apenas querem se fazer crer descolados e modernosos. E para tanto, tem de escolher alguém a quem discriminar como seu oposto. Eu tento pronunciar-me sobre esta questão, mas não querem ouvir-me, eles estão tão fechados em sua ideia, essa sim, verdadeiramente antiquada, sobre sexo que não permitem que eu expresse minha opinião. Nesse momento, resolvi subir a tenda do circo, vou “tocar fogo no picadeiro” como se diz. Veem como me saio bem tratando sobre estas questões estigmatizadas? Não sou tão ingênua e infantil quando acreditam que eu seja. Na verdade, sou muito bem informada, posso conversar sobre tudo da mesma maneira descontraída que aqui escrevo. Não temo ser ridicularizada, pois foi esse o procedimento padrão dos grupos pertencentes aos ambientes que frequento e outrora, frequentei. Não é constrangimento algum, para mim, ser submetida à sabatina dos que se pensam especialistas para provar o meu conhecimento. Talvez somente assim, possam entender que a mente fechada e intolerante é a deles e não a minha. Sou conservadora sim, mas não ignorante. Estou descrente das instituições políticas sim, mas ainda tenho uma ideologia. É isso o que gostaria de deixar claro. Se bem que, como se recusam a me ouvir, provavelmente também essa explicação pormenorizada será desprezada sem qualquer crédito. O que se há de fazer, não?

Estou cansada de ter de justificar meus atos e a razão dos tabus em minha literatura. E quero deixar claro, que existem assuntos sensíveis sim, mas não pelo fato de temer estender-me sobre terreno desconhecido ou pelo medo do escárnio dos que se acham doutorados com conhecimento patente e indiscutível sobre qualquer assunto, mas apenas para não incidir em mal-entendidos. Como estudo letras, é comum que me questionem a grafia certa desta ou daquela palavra, também concordância e regência escorreita em certos casos. Mas quando expresso o conhecimento amealhado, duvidam de minhas palavras. E fazem o possível para corrigir-me. Tanto assim, em temas jurídicos que demandam a minha opinião. Mesmo sendo formada em Direito, possuindo título de pós-graduação e tendo me sagrado advogada, é comum discordarem e refutarem minhas palavras. Já estou acostumada, entretanto, com esse comportamento. Além de porem em xeque minha formação, tentam zombar dos anos de dedicação e estudo a que me submeti. Calo-me e recolho-me ao meu campo de certeza. Fiquem os outros com sua venda, que eu já livrei, há muito, meus olhos dela. Foi por esta razão que resolvi atentar para pontos que raramente abordo. Pois queria deixar claro que, mesmo que minhas articulações estejam enferrujando e que minha memória, (já nem tão boa no passado), esteja falhando, não é por constrangimento que não uso tais tópicos frequentemente para compor meus contos e crônicas, mas tão somente porque nem sempre quero justificar meus textos, onde expresso tão abertamente minhas opiniões. Um autor pode dar-se ao luxo de escolher seus temas, eu escolhi os meus.

Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: