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“Ai quem me dera que uma feliz mentira,

Fosse uma verdade pra mim!”

J. Dantas

Um Noturno de Chopin

Giordana Bonifácio

Já não mais posso crer em fantasias,

Pois me foi muito cruel a realidade.

É certo que sabia não ser verdade,

Mas, na dor, era só tu que me sorrias.

 

Eras-me a luz de imagens fugidias,

O tão luzidio sonho da deidade.

Hoje, tenho, daquele amor, saudade,

Mas no meu peito restam-me só angústias

 

E a certeza tão amarga da solidão.

Bate só agora, o meu rude coração,

Pois, noutro peito, não tem acolhida.

 

Sabe bem toda a mágoa que em mim chora.

E se eu pudesse cantar seria agora

Um Noturno de Chopin… Triste vida…

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Males da alma

Giordana Bonifácio

O que é isto que costumam chamar de amor?

Uma mentira vã que ao homem ilude.

Será que há nele sombra de virtude?

Não, pois apenas finda em muita dor.

 

O que é o que dizem ser felicidade?

Uma utopia que o tolo busca em vão.

O que é isto que faz doer nosso coração?

Isto que sente, dizem ser saudade.

 

E haveria cura para essa tormenta?

Não, dizem que este mal somente aumenta.

Não me subsiste qualquer esperança?

 

Não, como já não resta a ninguém mais.

E todos meus temores seriam reais?

Sim, já que tal moléstia vil só avança.

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Ao desconcerto do mundo

Giordana Bonifácio

Seria mais fácil ser como são os demais.

E deste modo ser aceito e ouvido.

Que bom seria não sofrer nunca mais

E não ser por seus sonhos definido.

 

Seria bom ser apenas um espelho.

Pois de que vale ideias diversas ter?

Sou uma alma jovem em um mundo velho,

Onde a mentira aos homens faz-se mister.

 

Pois nesse mundo Camões já cantava:

Os bons vi passar por graves tormentos

Na vida que aos maus só beneficiava.

 

Assim, o bem está mal ordenado.

Aos que não podem ter contentamentos,

Subsiste apenas tentar o outro lado.

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Seguindo sem direção

Giordana Bonifácio

Homens seguindo sem direção,

Não sabem aonde vão.

Sem caminho traçado,

Seguem amordaçados.

Recebem a vida como esmola.

E pouca educação receberam na escola.

Pobre gente pela tevê escravizada.

Tem sua sina há muito profetizada:

Serão sempre uma massa alienada,

Fácil de ser manipulada.

Enquanto os poderosos imperam,

Os pequenos por uma chance esperam

Sem força para a revolução.

Aceitam tudo sem comoção.

Sobrevivendo.

Como animais.

Manso gado indo para o abate.

E quem a esta maledicência combate?

Onde estão os heróis?
Nossa embarcação precisa da luz dos faróis.

Estamos à deriva num mar de iniquidades.

E nada recebemos na verdade.

Orfeu, resgate-nos deste inferno.

Pois estamos sem governo.

Somos uma gente pelo mundo esquecida.

Nunca se viu população mais sofrida.

Empunhamos nossa vida com espada.

Lâmina para nossa carne voltada.

Em silêncio, aceitamos.

Por que?

Onde está nossa humanidade?

Servimos a um poder que nos escraviza.

E não são só conjecturas desta poetisa.

Precisamos de sonhos.

E não de dias tristonhos.

Sem voz, sem sentimento.

Vamos dançar nesse doce momento.

Ao vencedor as batatas.

E nessas condições ingratas,

Seguramos firme o que nos resta.

Enquanto a mentira a casa infesta.

Há muito sangue sobre o chão.

Não sabem aonde vão.

Sem caminho traçado.

Seguem desnorteados.

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Sonhar é ilusão

Giordana Bonifácio

Sonhar é ilusão, não nos deve, pois, dominar.

Não consigo mais ouvir só canções de ninar.

Eu tenho em mim inúmeros sonhos , desejos…

Não preciso mais provar da mentira os beijos.

 

Mas não me deixo mais levar pela fantasia.

Foi-se o tempo em que a ilusão somente me aprazia.

Agora quero o real: estar ligada ao mundo.

Quero entender da vida o saber mais profundo.

 

Não lamentarei: vou vencer minhas fraquezas.

Por que ferem de tal modo estas incertezas?

Não vou mais lançar minhas lágrimas ao solo.

 

Sei que posso a essa dor superar, não sou tolo.

Se ficar acuado, os outros vão me dominar.

Serei forte, e, meus medos, poderei, então, minar.

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