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Venus-de-Milo

Ao amor inacessível

Giordana Bonifácio

Ser de beleza que a esta vida guia,

Espírito de graça, puro encanto,

Razão que me inspira este triste canto,

Tu és dor ou sonho? Ou vã melancolia?

 

Alma de estrela tão longe e tão fria,

Lua que me cobre com ebúrneo manto,

Tu és a doçura que me leva ao pranto,

Luz das musas da mais triste poesia.

 

Seu perfume é uma cálida fragrância.

Seu sorriso, singela extravagância.

Tu és a Vênus de formas caprichosas,

 

Deusa do amor que já foi pedra bruta.

Tu és o penar com que minha alma luta.

Tu és a magia das paixões dolorosas.

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Tênue luz

Giordana Bonifácio

Uma luz bruxuleante induz os pensamentos.

E deveras sofri as dores e sofrimentos,

É que fui condenado a um enorme suplício.

Eu tive de oferecer-me a alma em sacrifício.

 

Sigo sonhando sob a luz tênue da vela.

Um homem solitário que a fria noite vela.

Ainda me resta a luz pura que vem da lua.

Dói-me o silêncio opressor que cai sobre a rua.

 

A luz é um privilégio concedido a poucos.

Nosso castigo é neste breu ficarmos loucos.

Do que me vale observar da Terra este luar?

 

Se em toda minha vida fui um pobre bufão a atuar?

Talvez a vida seja como a tênue chama.

Que, para a luz apagar , um sopro reclama.

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O palhaço triste

Giordana Bonifácio

Este palhaço que sorri ao grande público.

Tem um coração bom e sentimentos ricos.

Porém lhe dói um coração partido no peito.

Para ter tal ferida curada não há jeito.

 

A dama que povoa seus impossíveis sonhos.

Também é a razão de seus olhos tão tristonhos.

Ele cujo trabalho é cativar ao mundo.

Vive num abandono deveras profundo.

 

Se lhe fosse possível sorrir por dentro ainda…

Mas no coração todo seu júbilo finda.

Pobre desse palhaço que ao Pierrot imita.

 

E na alva lua é onde toda sua dor está escrita.

Triste palhaço, vítima da Colombina.

Não vê que com tal fria alma seu amor não combina?

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Lua

Giordana Bonifácio

Minha dor é causada pela lua somente.

Pois vagueia solitária na noite imponente.

Alheia ao sofrimento que causa, no alto, segue.

Enquanto aqui, a sua força e beleza estou entregue.

 

Atrás desse satélite vão mil gemidos.

Relembro os desprezos no passado sofridos.

Eu sou um ser que de mágoa e de saudades morre.

E minha alma na órbita desta lua também corre.

 

À instabilidade desse astro suscetível,

Ora cheia, ora crescente, ora também invisível,

Entro em prantos quando lhe vejo a face nua.

 

Esse mal é somente você quem causa, ó lua!

Tomo a liberdade de o grande Alphonsus citar:

“ És uma caravela perdida no alto mar”.

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Minguante

Giordana Bonifácio

Era noite, a lua minguante iluminava pouco,

Na rua vazia de almas um som se ouvia rouco,

Como um lamento, talvez um réquiem distante,

De um pobre coração solitário e pulsante.

 

Com o poder de uma lança ferindo o silêncio

O som se propagava. Já era um ruído macio,

E já se acostumavam a ele meus ouvidos.

Reconheci uma canção antiga de tempos já idos,

 

Que de um amor impossível lamentava a perda.

Era um mendigo que da rua, na margem esquerda,

Cantava, e sua dor tão viva me emocionava.

 

Eu sabia que estava no caminho da lava,

Deste vulcão, incandescente de sentimento.

Ele era só saudade, eu, daquele amor sedento.

 

 

 

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