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A canção da amargura

Giordana Bonifácio

Meus dias ainda são tristes e cinzentos.

Com meu pobre coração já em pedaços,

Procuro você em todos os espaços.

Nestes dias vagos, sonhos sonolentos,

 

Vêm me acordar. Passam muito lentos…

Dos vultos do passado escuto os passos,

Quem me dera ter ainda seus abraços!

Mas me envolve o vazio em seus sofrimentos.

 

A tormenta traz a canção da amargura.

Não sei mais o que minha alma procura.

Toda a vida o amor foi-me um grande não.

 

Quem me dera não mais a dor recordar,

E não mais no meu peito a mágoa guardar.

Mas, por quê?  Se este meu penar é em vão?

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O tempo é o melhor remédio

Giordana Bonifácio

Não vai doer para sempre. Da ferida,

Cuja dor que hoje sente é desmedida,

Restará muito pouco, tenha fé.

Não pague para ver tal São Tomé.

 

Um dia, esta dor, deveras esmaecida,

Será tão só uma crise de sua vida,

Da qual irá se lembrar no café,

E com um tal desdém, rirá blasé.

 

Tudo será esquecido, um belo dia.

Quando findarem todos os lamentos,

Poderá vencer enfim as tormentas.

 

Então, meu amigo, a dor supere e sorria.

Pois o futuro, mesmo a passos lentos,

Chega curando as chagas mais sangrentas.

 

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Breve assovio

Giordana Bonifácio

E lá vem ele, passos lentos , cabisbaixo,

Como se tivesse todo o tempo deste mundo.

E ao redor parece a rua estar em sono profundo.

Eu que nesse retrato ao certo não me encaixo,

 

Tinha o hábito de seguir este homem com olhar.

Ele andava de sandálias e um chapéu surrado,

Sobre a cabeça e, a menos que esteja enganado,

Seu estranho assovio era como um rouxinolear.

 

Era um pássaro, que já não mais podia voar…

E ouvindo, de seu breve e forte assovio, o soar.

Sua alegria quando livre, ficava nítida.

 

Mesmo que agora sua canção soasse sentida.

Pois a vida privou-lhe de planar no céu anil.

Mas este homem, o pássaro em si, ainda não baniu.

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A Via Crucis

Giordana Bonifácio

Junto-me ao coro destes loucos infelizes.

Todos nós portamos nas almas cicatrizes.

Não sou a única que neste árduo momento chora.

Peço: afaste de mim esse cálice agora!

 

Foi-se alegria que outrora me invadia os sonhos.

Se ainda me lembro de algo? Havia campos risonhos,

Que brilhavam dourados com a luz da aurora.

São recordações das manhãs que vivi outrora.

 

Sigo, hoje, minha Via Crucis com passos lentos.

Ninguém sequer se condói dos meus sofrimentos.

Esta condenada que sobre a cruz padece,

 

Pede que sobre si caia uma mísera prece.

Não suporta a carne fraca tamanhas dores.

Purgo meus vis pecados, sofro meus terrores.

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