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As flores de meu jardim

Giordana Bonifácio

Era uma noite triste e fria de inverno,

Quando, com a dor, partiu meu coração.

E desde então meu penar fez-se eterno.

Fui levada a crer numa doce ilusão.

 

Nunca pensei que aquele olhar tão terno,

Que me foi luz, seria também perdição.

E do paraíso fui levada ao inferno,

Eis aqui minha mais atroz maldição.

 

O sonho fez-se mais forte que a vida.

Aonde foram as minhas fantasias?

O que houve àquela orquídea colorida?

 

Não mais brotam amores em meu jardim,

Nem me subsistem quaisquer alegrias.

Só a saudade, hoje, busca ainda por mim.

 

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O gigante despertou

Giordana Bonifácio

Enfim despertou  o povo deste Brasil,

Estava há muito tempo adormecido,

Sem se revoltar contra o poder vil.

Mas hoje, o povo muito enraivecido,

 

Ciente da força que possui a sua voz,

Acorda para lutar por seu país.

Pois o gigante impávido é atroz,

Sua fúria é nossa força, nossa raiz.

 

Somos milhares, somos brasileiros.

Os governantes serão destituídos,

Pois o colosso se une por inteiro.

 

Juntos nós vamos chegar à vitória

E nossos atos não serão esquecidos,

Pois hoje o povo está compondo a história.

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A rosa e o artista

Giordana Bonifácio

Sou dona de uma imagem hoje desfolhada,

Nem sequer recorda a rosa ontem amada,

Fui beijada pelo ator no fim do último ato.

Mas findaram os aplausos. Meu talento inato.

 

Fui gradualmente sendo deixada de lado,

Pois o artista deixou de ser ovacionado.

Fui guardada como uma triste lembrança,

De um pobre esquecido a derradeira esperança.

 

A solidão que nesses dias muito perdura,

Ainda foi desmentida por fonte segura.

E do jovem ator que outrora muito sorria.

 

Pouco restou, vejo apenas uma face fria.

Despejada entre muitas memórias e o pó,

Condoo-me do pobre ator, cada vez mais só.

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A Via Crucis

Giordana Bonifácio

Junto-me ao coro destes loucos infelizes.

Todos nós portamos nas almas cicatrizes.

Não sou a única que neste árduo momento chora.

Peço: afaste de mim esse cálice agora!

 

Foi-se alegria que outrora me invadia os sonhos.

Se ainda me lembro de algo? Havia campos risonhos,

Que brilhavam dourados com a luz da aurora.

São recordações das manhãs que vivi outrora.

 

Sigo, hoje, minha Via Crucis com passos lentos.

Ninguém sequer se condói dos meus sofrimentos.

Esta condenada que sobre a cruz padece,

 

Pede que sobre si caia uma mísera prece.

Não suporta a carne fraca tamanhas dores.

Purgo meus vis pecados, sofro meus terrores.

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