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A caminhada

Giordana Bonifácio

Tomada por um tanto assim de solidão

E cheia de medo frente esta confusa vida,

vendo que meus os planos muito se retardam,

E ainda que a estrada à frente é deveras comprida,

 

Resolvi seguir com mais calma e menos pressa.

Afinal, pouco importa o horário de chegada,

Mas quando nossa vida realmente começa.

E dela é certo que nós não levamos nada.

 

Nascemos nus, pequenos e muito assustados.

E começamos nossa longa caminhada.

Morremos velhos, fracos e ainda apavorados

 

Sem saber qual a razão de nossa existência.

Quando nossa alma é, por fim, aos céus elevada,

De toda nossa vida tomamos consciência.

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Cada homem é seu próprio refúgio

 Giordana Bonifácio

O homem deve ser para si como um  refúgio.

Não há como usar do antigo e gasto subterfúgio,

Que nós estamos presos e não há como escapar.

Temos de nos libertar para à dor solapar.

 

A iluminação é a nossa constate procura.

Temos de encontrar para os apegos a cura.

O homem deve se livrar daquilo que o prende.

Pois só o mundo cheio de desejos a este ofende.

 

Livrando-nos dos vícios que aqui nos retêm.

Irradiaremos toda luz que os seres têm.

Porque somos somente luz em movimento.

 

Somos seres que mudam a todo momento.

Espero também seguir esta bela lição.

E conseguir, por fim, da vil dor, a abolição.

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Força e Fragilidade

Giordana Bonifácio

Eu , ao mesmo tempo, sou  força e fragilidade.

Porque sou força frente a maior dificuldade.

E mesmo assim na dor sou bastante frágil.

Sou daquelas que na tristeza chora fácil,

 

Sempre em busca de um ombro amigo em que me apoiar possa.

Mas quando a situação exige, faço-me força:

Sólida e impenetrável diante dos perigos.

Eu  não procuro na tormenta por abrigos.

 

A cada queda reergo-me muito mais forte.

Não temo nada nem sequer a horrenda morte.

Mas sou mulher e o amor também me derrete.

 

E nesse sentido vence-me até um alfinete.

Mas, consigo levantar-me e lutar mesmo assim.

Não há o que possa na minha coragem por fim.

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Primeira vez

Giordana Bonifácio

“Quando será enfim?

Amanhã bem cedo.

Será bem rápido.

Tenho muito medo.

Acredite em mim.

 

Tudo vai dar certo.

Quando se der conta,

Terá a dor sumido.

A droga está pronta.

Mas fique por perto.

 

Não tenho coragem.

Deixa de ser “mané”.

“Cê” quer ser banido?

Não… “cê” sabe, né?

Vai ser uma viagem.

 

Isso é bem errado.

Não há lei nesse país.

Estou dividido.

Quer voltar atrás?

Sinto-me esmagado.

 

Quer ser um medroso?

A turma vai zombar…

Só se for detido.

É bom como roubar?

Cara, usa é gostoso!

 

Mas se der errado?

Nada vai acontecer.

Um mundo perdido…

Espere o amanhecer

Já sou um condenado.”

 

Foi a dor que a isso fez?

Destruí os sonhos, assim,

O que havia construído.

Conheci meu fim…

Foi a primeira vez.

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A rosa e o artista

Giordana Bonifácio

Sou dona de uma imagem hoje desfolhada,

Nem sequer recorda a rosa ontem amada,

Fui beijada pelo ator no fim do último ato.

Mas findaram os aplausos. Meu talento inato.

 

Fui gradualmente sendo deixada de lado,

Pois o artista deixou de ser ovacionado.

Fui guardada como uma triste lembrança,

De um pobre esquecido a derradeira esperança.

 

A solidão que nesses dias muito perdura,

Ainda foi desmentida por fonte segura.

E do jovem ator que outrora muito sorria.

 

Pouco restou, vejo apenas uma face fria.

Despejada entre muitas memórias e o pó,

Condoo-me do pobre ator, cada vez mais só.

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O fim das esperas

Giordana Bonifácio

Não posso mais tanto penar por você.

A saudade pode às vezes ser até doce.

Porém, este sabor, quando demais repudia.

Não posso mais de sua volta esperar o dia.

 

Aconteceu que a esta grande espera me cansou.

Tenho certeza que você em mim jamais pensou.

Sou outro agora, um homem bem mais seguro e forte.

Não quero lhe ver mais nem em perigo de morte.

 

As flores não são perenes, por que o amor seria?

Findou o que por você sentia, nem sei se sofria.

A sede de seus beijos que um dia me cegou,

 

Foi saciada pelos lábios de alguém que me amou.

Não sou mais um louco a sua procura sem valor.

Não mais lhe quero: você só me trazia dor.

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O último reduto

Giordana Bonifácio

Esta solidão sem palavras que a tudo diz.

Esta tristeza, sem dó, que fere ao meu coração.

Esta é a tal pena hedionda, ser um só infeliz.

Esta dor cruel cujos males se enumeram,

 

está sempre comigo. Não há saídas para mim.

Está presente, ainda, esta saudade incômoda,

uma fonte de sofrimentos que não tem fim.

Imploro que não sinta esta emoção toda,

 

que tenho certeza não conseguir suportar.

Sei que a vida me precede a cada minuto,

não posso evitar esse triste navegar.

 

E comigo, somente esse sentimento bruto

ao qual, sei, não é possível vencer ou evitar.

No final: o silêncio. Meu último reduto.

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