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A alma encarcerada

Giordana Bonifácio

Muitas palavras no infinito perdidas,

Palavras que na mente não se gravou ou escreveu.

Versos amargos que hoje são simples feridas,

Estão sob do esquecimento o pesado véu.

 

De tanta solidão se compõem estes sonhos,

Devaneios vãos que crescem no calor da tarde.

Compomos esta turba de seres  tristonhos,

Um conjunto de estúpida gente covarde.

 

Sou um ser deveras fraco também, não vou mentir

À minha debilidade, não nego, sou humano.

Meu coração já não é  mais capaz de amor sentir.

 

 

Meu cérebro converteu-se em um órgão insano.

Será que Deus com estes males vai consentir?

Sou cândida alma presa em um corpo profano.

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Diamante

Giordana Bonifácio

Escavar bem fundo até não sentir mais dor.

Procurar a tal pedra luzidia onde for.

O sol queima as costas e o calor faz suar.

Sem fôlego porque a areia rubra toma o ar.

 

Estão lá os pobres meninos, com as mãos feridas.

Com a vida destruída e esperanças perdidas.

Com ferramentas em punho, atrás de riquezas.

Sofrem muito, mas os corpos são fortalezas,

 

Sustentam-se mesmo com pouco alimento.

Este terror não é mera história que invento.

Desprezados, nos bolsões da África esquecidos,

 

Estes são os verdadeiros meninos perdidos.

Lutam nestas minas sem reclamar da vida,

Pois cada dia já é uma batalha vencida.

 

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A história

Giordana Bonifácio

O ontem que não pode ser hoje vivido.

Um urgente desejo que se procrastina.

O breu sem fim que antes era raio fúlgido.

A vida que de grande se faz pequenina.

 

Tudo que era muito e se faz pouco e pó.

Os bons sonhos tornam-se meros pesadelos.

Sem a companhia do amor fico triste e só.

A minha solidão é o oposto de seus zelos.

 

E desta triste dor crio belos versos de amor.

A noite, outrora chuvosa, se converte em dia.

E o frio que antes nos congelava se torna calor.

 

A agonia da saudade converte-se em glória.

Sei que não posso fugir ao sonho acolhedor,

De um dia ser amado e dar fim a esta história.

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