Posts Marcados Com: alma

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O fantasma dos Natais passados

Giordana Bonifácio

Muitas lembranças povoam-me a memória:

Naquele Natal, não tínhamos muito,

Nada mais havia que uma ceia simplória

E um vago sonho trêmulo e fortuito,

 

Que no passado já me era importante.

Ardia em mim a chama da esperança,

Como somente queima na alma infante.

E a chama que hoje sobre a vela dança,

 

Não mais retrata meu espírito errante.

Eu sei, há ainda muito para ser vivido.

Mas não consigo ver a tênue luz,

 

A voz da vida a dizer: “siga adiante!”.

No espelho, apenas o rosto lívido

De um fraco que não aguenta mais sua cruz.

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A caminhada

Giordana Bonifácio

Tomada por um tanto assim de solidão

E cheia de medo frente esta confusa vida,

vendo que meus os planos muito se retardam,

E ainda que a estrada à frente é deveras comprida,

 

Resolvi seguir com mais calma e menos pressa.

Afinal, pouco importa o horário de chegada,

Mas quando nossa vida realmente começa.

E dela é certo que nós não levamos nada.

 

Nascemos nus, pequenos e muito assustados.

E começamos nossa longa caminhada.

Morremos velhos, fracos e ainda apavorados

 

Sem saber qual a razão de nossa existência.

Quando nossa alma é, por fim, aos céus elevada,

De toda nossa vida tomamos consciência.

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dom-quixote

Dom Quixote

Giordana Bonifácio

Desgraçado herói foi o fidalgo Dom Quixote.

Deixou-se levar pelas fantasias e sonhos.

E, ainda, muito mais restou nosso herói tristonho,

Quando sua alma e coração entregou  como dote,

 

À  Dulcinéia, que não pagou com mesma moeda.

O cavaleiro andante, lutou com gigantes,

Não houve um  benfeitor tão nobre e valoroso antes.

Sofreu algumas derrotas e penou com quedas.

 

Mas ganhou valioso elmo em perigosa batalha.

Mesmo sendo uma simples bacia de barbeiro.

E que tal elmo muito pouco ou nada valha,

 

Deixou tão atrapalhado cavaleiro inteiro.

E não permitiu que ele vestisse mortalha .

Honrado e desastrado, andante cavaleiro.

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O-que-e-a-morte (1)

Agonia

Giordana Bonifácio

Padece o corpo, sofre, é terrível a agonia.

Frágil carne, que a dor facilmente tortura,

Ainda há esperança de achar dos males a cura?

Com a alma o ser já não mais consegue sintonia.

 

Reza, mas já não tem fé. Cansado de penar,

Procura a morte rápida, este é seu desejo.

A razão ocorre-lhe ainda em rápidos lampejos,

Mas já sabe que próxima está a morte a acenar.

 

O destino já está traçado, chegou o fim.

Não conseguia crer que tudo terminaria assim.

“Mais uma chance apenas”, clamava ele ainda.

 

Porém, não há saída quando nosso tempo finda.

A dama negra chegou, dela não se escapa.

Pois é certo que a morte, da vida, é uma etapa.

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Natal de Cristo

Giordana Bonifácio

Quando o sino anunciar o grande nascimento,

E os anjos cobrirem de glória este evento,

Vamos festejar mais uma vez a esperança,

Que veio ao mundo no corpo de uma frágil criança.

 

Vamos entregar nossas almas a um Salvador

Cujo amor por nós, homens, triunfou contra a dor.

Nesse Natal, que tal renovar a promessa,

De, não importa a dor porque nossa alma atravessa,

 

Seguir o que dizia um humilde carpinteiro,

Cujo poder e glória salvou o mundo inteiro?

Vamos aceitar seus sábios ensinamentos,

 

Pois somente Ele pode afastar os tormentos.

Nesse Natal, ao cear, lembre-se de agradecer,

Porque só Jesus, por nós, preferiu padecer.

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Tênue luz

Giordana Bonifácio

Uma luz bruxuleante induz os pensamentos.

E deveras sofri as dores e sofrimentos,

É que fui condenado a um enorme suplício.

Eu tive de oferecer-me a alma em sacrifício.

 

Sigo sonhando sob a luz tênue da vela.

Um homem solitário que a fria noite vela.

Ainda me resta a luz pura que vem da lua.

Dói-me o silêncio opressor que cai sobre a rua.

 

A luz é um privilégio concedido a poucos.

Nosso castigo é neste breu ficarmos loucos.

Do que me vale observar da Terra este luar?

 

Se em toda minha vida fui um pobre bufão a atuar?

Talvez a vida seja como a tênue chama.

Que, para a luz apagar , um sopro reclama.

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Alma em balanço

Giordana Bonifácio

Então, me diga,  em que pessoas nos transformamos?

O que aconteceu com a vida que sonhamos?

Será que chegamos perto das antigas metas?

Será que nossas almas estão enfim completas?

 

Reflita: você é o mesmo homem de anos atrás?

Já estar a sentir a dor que o tempo trás?

Talvez nós estejamos longe dos projetos.

Antes, todos caminhos pareciam corretos.

 

Hoje, nós  deveríamos ser homens maduros,

Que, invencíveis, sairiam de todos os apuros.

Mas compreendemos que os antigos sonhos se foram.

 

E em nosso fraco espírito outros medos  moram.

Do passado restaram-nos só boas lembranças.

Tudo era bem mais fácil quando éramos crianças

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O palhaço triste

Giordana Bonifácio

Este palhaço que sorri ao grande público.

Tem um coração bom e sentimentos ricos.

Porém lhe dói um coração partido no peito.

Para ter tal ferida curada não há jeito.

 

A dama que povoa seus impossíveis sonhos.

Também é a razão de seus olhos tão tristonhos.

Ele cujo trabalho é cativar ao mundo.

Vive num abandono deveras profundo.

 

Se lhe fosse possível sorrir por dentro ainda…

Mas no coração todo seu júbilo finda.

Pobre desse palhaço que ao Pierrot imita.

 

E na alva lua é onde toda sua dor está escrita.

Triste palhaço, vítima da Colombina.

Não vê que com tal fria alma seu amor não combina?

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Confissão

Giordana Medeiros

Sei bem que bastante errei e ainda tenho errado.

Só preciso mostrar meu espírito mutilado,

Para que se deem conta de minhas faltas.

As esperanças sobre mim eram muito altas.

 

Não foi possível atendê-las, sinto muito.

Ser uma pessoa melhor era esse o intuito.

Mas a carne venceu a alma, perdi esta jogada.

O que posso fazer? Sei que estou condenada.

 

As minhas boas ações não superam as más.

Não há mais tempo sequer para voltar atrás.

Estou colhendo as consequências de meus erros

 

No momento final sei que estarei aos berros,

Procurando o perdão que por merecer não fiz.

É isso que a sagrada bíblia insistente me diz.

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Minha terra

Giordana Bonifácio

Minha terra está perto de mim neste instante.

Quando nela meu coração está saltitante.

Longe dela minha pobre alma é melancolia,

Minha vida, sempre alegre, resta tão vazia…

 

Mas minha terra é neste centro de cerrados,

Onde os corruptos políticos são cassados.

Neste tempo seco em que minha dor se cura,

Estou eternamente presa numa procura,

 

De tentar fazer este lar desta pobre gente,

Um lugar de que se orgulhe e fique contente

De dizer em outras bandas: “sou de Brasília”.

 

E fazer este povo sentir-se uma família.

Pois deste rubro solo somos todos filhos,

Mesmo os que pelas ruas andam maltrapilhos.

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