adeus-borboletas

“Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.”
Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa)

Adeus, ó vida!

Giordana Bonifácio

Adeus, ó vida plena de amargura.
Neste último ato, a peça chega ao fim.
Ao meu lado, uma oração alguém murmura.
Neste mundo, ainda há quem reze por mim?

Minh’alma, já confesso, não é mais pura,
Seriam as minhas faltas tantas assim?
Entre os proscritos, meu nome figura.
Não verei do Paraíso o belo jardim.

Senti muita dor, mágoa e ainda alegria,
Sonhei, fiz do futuro grandes planos,
Mas não fui tão bom como deveria.

Estou cheio de pecados muito humanos,
Não lhes há como negar a autoria,
Pois dono deles fui por vários anos.

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