Arquivo do mês: junho 2015

anjo da revelação

“Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.”
Monte Castelo – Legião Urbana

O anjo

Giordana Bonifácio

Queima coração, vá tolo, incendeia!
Escreve tua dor com a alma embargada.
O que vale a poesia? Bem sabes: nada!
És como a mosca presa numa teia,

Que o tão pérfido tempo, voraz, ceia.
Tua alma à eterna solidão está fadada.
De que te vales seguir nesta estrada?
Como as ondas a tua mágoa vagueia

E o amor murcha infeliz como a rosa.
Vive a tua morte amarga e silenciosa!
O que valem as juras do futuro?

Se em todo teu ser o amor inexiste?
Só poderias ser assim: sombrio e triste.
Um anjo a quem a vida tornou impuro.

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O maricas

Giordana Bonifácio

Suave é o silêncio que se ouve numa casa vazia. Quando menor, eu sentia medo de ficar sozinho. Agora, até prefiro. Vou caminhando com passos curtos e vacilantes para a sala. Mamãe está no trabalho. O corpo todo dói da surra que levei. Digo-me mentalmente: “vai deixar quando de ser covarde?” Foi o que disseram esta tarde os garotos mais velhos que me batiam na escola. “Vai deixar quando de ser covarde?” A frase ficou martelando na minha cabeça mais que os chutes e pontapés que me acertavam o corpo. Sempre zombando de mim, fazendo-me de tolo. Esses garotos, dos quais não sabia sequer os nomes, resolveram que iriam bater em mim, “porque você é um panaca.” Foi o que eles disseram uma vez. Sabia que não responderiam nada diferente, mas tive coragem de perguntar. O nariz deveria estar quebrado. O lábio ficara meio aberto. Talvez tenha de pontuar. Quando papai chegar, vai ficar furioso. “Filho meu não apanha. Pode até ser derrotado, mas tem de brigar.” Eu não sei brigar.
Só queria poder viver sem medo. Sem medo do papai chegar em casa bêbado e bater na mamãe e em mim. Sem medo de chegar à escola, onde os meninos mais velhos espancam-me sem motivo. Queria chegar a minha casa e ter biscoito e chocolate para o lanche e, depois do dever de casa, eu assistiria na tevê o desenho do Pernalonga, até o horário da novela da mamãe. Queria ter presente no meu aniversário e no Natal. Queria ter comida para poder ficar forte. Mas espinafre não. Eu comi na escola, porque se o Popeye ficava forte ao comê-lo, eu pensava que ficaria igual ao Super-homem. Mas achei o gosto horrível. O Hulk fica mais forte quando está nervoso. Quando eu estou nervoso, fico com ainda mais medo…
Não tinha mais tevê, mamãe vendeu quando ameaçaram cortar a luz. Ela disse que seria melhor, pois não se gastaria tanta eletricidade. Mas, à tarde, eu fico tão sozinho com meus pensamentos. Sempre que posso, pego um livro na biblioteca, para ler no meu quarto. É divertido, às vezes conheço uns personagens bem engraçados. Foi assim que conheci o Peter Pan, o Robson Crusoé, o Gulliver, o Tom Sawyer, o Visconde de Sabugosa, a Emília… Mas os meninos começaram bater-me porque ficava dando uma de intelectual. Eles perguntaram se eu não tinha tevê. Não respondi. Foi quando começaram a me bater. No começo, foi por isso, agora acho que me batem por diversão.
Mamãe não tem tempo para se preocupar com isto. Trabalha tanto como faxineira, que, quando chega a nossa casa, só quer descansar. Ela trabalha tão longe… Tem de pegar dois ônibus. Queria que não se preocupassem comigo. Não deixo de fazer meus deveres, lavo a louça do jantar, não reclamo de não ter tevê. Nem de não ter nada que um menino comum na minha idade teria. Mas vão ficar muito bravos quando me verem todo machucado. Mamãe vai perguntar se eu estive de novo brigando na escola. Papai vai me chamar de maricas. Eu devo ser mesmo um grande maricas. Não sei lutar. Não sei brigar. Só sei esconder-me do mundo no meu quarto, com meus livros, rezando para que o papai e a mamãe durmam e parem de brigar.
Na janela do meu quarto, mora uma lagartixa, o nome dela é Nina. Faz-me companhia e come algumas moscas e baratas. Nina é o máximo, quando a vi pela primeira vez ela teve tanto medo que foi se esconder e abandonou o rabo para trás. Demorou um tempão para crescer. Nina também é uma grande maricas. Deve ser por isso que nos damos tão bem.
Primeiramente, comecei a dar-lhe insetos mortos. Foi quando ela começou a gostar de mim. Agora somos grandes amigos. Ela está sempre, no umbral da janela, esperando que eu chegue. Eu havia guardado uma mosca morta na gaveta e dei para ela. Depois de devorar a mosca, Nina ficou toda esticada banhando-se ao sol.
Fui lavar os ferimentos da minha mais recente derrota. Meu olho estava inchado e minhas costelas doíam muito. Fui para a cama, sentei sobre o colchão e procurei, sob ele, um dos livros que havia pegado semana passada na biblioteca. Era um livro muito surrado do Júlio Verne. A volta ao mundo em 80 dias. Se eu pudesse viajar, seria algo que gostaria de fazer: dar a volta ao mundo, conhecer todos os continentes, com pessoas estranhas e diferentes, que faziam tudo tão diferente do que fazemos no Brasil.
“Seria mágico, não é, Nina, conhecer esse mundão? Tão grande para alguém tão pequenininho como eu…” Se pudesse, faria uma jangada e me lançaria no mar. Para poder chegar à Europa ou à África. Escaparia das surras, não ouviria meu pai chamando-me de maricas, não veria a mamãe chorando quando fizesse meus curativos. “O livro deveria abrir portas para gente, né, Nina? Mas os livros abriram-me só a mente. Papai disse que sou um sonhador e que sonho não enche barriga. E se for verdade? Como se cura a doença de se sonhar demais? Isso é realmente uma doença? Queria poder dizer que não. Mas, quando abro um livro, fico tão estranhamente feliz… Será que há cura para isso? Fico me perguntando coisas tolas, né, Nina? Vida melhor é vida de lagartixa. Vida de gente costuma doer muito. Não só no corpo, mas na alma da gente. Você entende? Claro que não, mas eu também não entendo… Ainda.”

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Os Artistas

Giordana Bonifácio

Quem são os artistas? Aqueles que limam e esculpem a pedra. Senhores da sua arte. Criativos, contemplativos e, ainda, imaginativos. Mas nem toda a arte vale-se da pedra. Há ainda aqueles que usam ferros, madeira, barro… Mas a arte resume-se a isto? Não, há ainda outros tipos de artistas. Quais? Há ainda quem desenha seus sonhos numa tela ou papel. Às vezes, muitos não os podem compreender, não que não consigam, mas não têm acesso ao mundo mágico de cores que está presente na mente de tais curiosas pessoas. São eles cartunistas, pintores, desenhistas, estilistas, fazem com o traço, obras-primas. Mas a arte não se resume tão só a eles. Há também os que se valem da imagem como matéria-prima para suas criações. Quem são? São loucos, senhores da sétima arte e herdeiros dos irmãos Lumiére. Mas a imagem não se resume àquela que se põe em movimento. Faz-se necessário falar das imagens capitadas por uma câmera fotográfica nas quais inúmeros olhares estão compreendidos. Mas não é tão só. Artistas são aqueles que também usam das Musas como ninguém… Não me refiro às nobres damas, mas outro tipo de fêmeas, traçoeiras, ariscas, selvagens até. As palavras fazem destes artistas, literatos, poetas, que limam, curvam e manipulam o objeto de sua arte. São ourives? Até certo ponto. Também usam de matérias nobres, tão belas e raras como o ouro e o diamante. Fazem ritmo, produzem cultura. São magos das letras, mas não conseguem subverter o controle das Musas. São elas que ditam as regras. Porém, não falei de outra arte deveras importante: a música, o ritmo dos sons em movimento. Quem controla as ondas sonoras também faz arte. Artistas do som. Enquanto pintores fazem da cor e da luz seu ofício, aqueles tais produzem som aprazível ao ouvido e à mente. Mas quem sou eu para falar deles? Devo invocá-los para que, ainda mortos, eles próprios se apresentem.
Artistas quem sois? Magos, sábios, manipuladores da matéria e da anti-matéria? Quem sois? São mentes muito superiores as do homem comum? Quem sois pintores que falam sem palavras? Quem sois escultores que marcam, na pedra, o conhecimento? Quem sois desenhistas que fazem universos mediante do domínio do traço. Um lápis, dizem que é tudo de que precisam. E vós, imperadores da sétima arte, hoje seus domínios estendem-se por continentes, suas obras, estão muito além de uma ideia e uma câmera na mão. São complexas a fim de deixar suas plateias ainda mais perplexas. Quem sois? Amigos escritores, poetas, romancistas, cronistas, novelistas. Quem sois? Domadores das palavras, que amansam feras, fazem da sua arte uma vocação. São discípulos delas, conhecem-nas no seu sentindo mais profundo. Ou, talvez, sua completa falta de sentido. Não temem escapar de seu destino? Não é dura demais sua missão? A arte com a imagem fala sem palavras, mas diz tudo. Vós quereis usar a palavra e ainda assim não dizer tudo? Quem sois? Amigos que fazem com imagens a tradução do mundo, fotógrafos manipuladores da realidade que compreendem os olhares mil que estão presentes numa só fotografia, quem sois? Apresentai-vos, queridos artistas, primeiros inimigos da convenção e da mesmice. Quem sois? Adidos da música, mestres das notas musicais, que congregam sons na mais bela sinfonia ou canções populares, que traduzem a cultura e a história de inúmeras sociedades, quem sois? São super-humanos? Ou, talvez, tão profundamente humanos que superam os homens ordinários? São bruxos que produzem a ilusão da compreensão da essência humana? Um Bruxo do Cosme Velho guarda na alcunha a sua real profissão. No passado, servia-se, em seus romances, de questões muito além da realidade em que se inseria. Até mesmo um defunto autor criou sem qualquer pudor. Explicai-me, vós, de que matéria sois feitos? Quais são os universos que povoam vossas mentes? Como podemos nós, pobres mortais, homens comuns, compreender-vos? Como chegaremos nós à profundidade de vossos pensamentos? Apresentai-vos nas próximas linhas para que assim possamos enfim vos conhecer.
Sou eu Homero, cego escritor de idade e existência incerta, fiz da minha arte Ilíadas e Odisseias. Fui guardião da primeva história ocidental. Contestam minha autoria, mas aqueles que me admitem, assumem a minha grande genialidade. Fui eu que preservei o embrião da sociedade, fiz arte e história, mas desde quando estes dois domínios estão separados? A cultura em todo mundo está intimamente ligada à história, não se separam, pois sempre foram os loucos que revolucionaram o mundo.
Sou eu Leonardo Da Vinci, exímio cientista e pintor. Fui multiletrado em diversos domínios, fiz esboços de infinitos experimentos e criei uma obra artística enigmática. Ela guarda mais segredos que não podem sequer imaginar as mentes mais comuns. A Monalisa é a pintura com que mais me representam no mundo moderno. Mas não é a única que criei. Lembram-se de mim, também, pela Santa Ceia, imagem eclesiástica que tão habilmente retratei.
Sou eu Michelângelo, artista, pintor e escultor. Lembram-se de mim pelas minhas esculturas incomparáveis de David e da Pietá. Também pelo teto da Capela Cistina onde, o belo ciclo da criação do mundo, eu registrei. Sou eu Divino, como costumavam apelidar-me meus contemporâneos. Era o melhor artista do meu tempo e, ainda, na atualidade, reconhecem minha importância para a arte.
Sou Johann Sebastian Bach, sou concertista renomado, estudioso da música dedicado, tanto que me diziam ser um artista completo. Sou o nome da música Barroca. Um virtuose. Serei precedido por Vivaldi, Mozart e Beethoven, mas meu nome, não se apagará na história, pois deixei minhas obras para a posteridade e sobreviveram a mim.
Somos nós os Irmãos Lumiére inventores da sétima arte. Fomos os primeiros a reconhecer a importância do cinema e apostamos nossas fichas nele. Apesar das dificuldades, hodiernamente, somos extremamente reconhecidos, fomos pais de uma arte. Criadores de mais uma veia cultural. Nosso nome está marcado eternamente na história.
Sou Robert Kapa, famoso fotógrafo, assumi tal alcunha ainda jovem, provinda de minha infância na escola. Fugi do nazismo na Europa, fui refugiar-me em Paris, sobrevivi à Segunda Guerra Mundial e minha obra mais célebre é a fotografia: Morte de um miliciano.
Sou Cervantes, escritor tão famoso quanto Homero, escrevi o primeiro Romance Moderno. Meu Dom Quixote é conhecido no mundo todo. É minha obra mais famosa, mas não a única. Mas só por ter escrito esta história única, sou lembrado e celebrado, como um dos mais nomes mais importantes da minha arte. Meu herói, um cavaleiro andante cômico que, dentre outros embates, enfrenta moinhos que pensava serem gigantes, é o símbolo das ideias mais mirabolantes e, porque não dizer, Quixotescas.
Sou eu Beethoven, fui perdendo minha audição durante minha vida, de modo que, minha mais aclamada obra, a menina dos meus olhos, minha Nona Sinfonia, foi escrita quando já estava surdo. É impossível se esquecerem de mim. Minha imagem é marcante, fui uma figura polêmica, não tão exultada quanto meu amigo Mozart, mas ainda assim, indispensável para a história da música.
Mozart sou eu, Amadeus. Virtuose descoberto ainda na infância. Minhas sinfonias são festejadas ainda hoje. Gênio! Ousam denominar-me. Mas não há como não admitir a inventividade e criatividade de minhas mais célebres sinfonias.
Sou Machado, Bruxo, escritor que supera todas as médias. Criei uma dama com olhos de ressaca e um defunto autor que dizia não ter transmitido à criatura nenhuma o legado de nossa miséria. Mas disseminei em gerações a preciosidade de nossa cultura. Eu fui um entre muitos, um homem minguado, uma figura que visitou o mundo sem sair dos limites do Rio de Janeiro. Escrevi muitos romances, num conto retratei a loucura de um Alienista, mas minhas poesias estão aquém da minha capacidade. Todavia, pelas obras que primeiro citei, serei lembrado eternamente. Não escrevi, como dizem, meu nome na história, mas tatuei-o para toda posteridade.
Ainda há muitos que se queiram apresentar. Mas não temos tempo hábil para todos eles. Artistas sois. Gênios, seres humanos acima de todas as médias. Reconhecidos, ou não, deixaram-nos acervos importantíssimos para a cultura mundial. Ainda há quem queira desdenhar vossa importância, sobressaltando que a arte é algo supérfluo. Ao contrário, do que consiste realmente: na capacidade do homem se fazer menos selvagem e mais humano. O homem pensa, logo existe. O homem sonha, logo faz arte. O homem é produto de seu ofício. O homem é servo de sua arte. Artistas sois, loucos, transloucados humanos, que não se eximem de seu papel de fazer sonhar a humanidade.

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“Cada um é como Deus o fez e ainda pior muitas vezes”
Dom Quixote – Miguel de Cervantes

Dom Quixote

Giordana Bonifácio

Sou eu, tão só, um cavaleiro bravo e andante,
Que ergue a sua lança a favor do oprimido.
Audaz sobre meu magro Rocinante,
Nem pelos cruéis gigantes fui abatido.

Fui fiel devoto d’um amor distante,
Luz que conduz meu corpo dorido:
Dulcinéia é a flor que anima este viajante,
A ela meus feitos tenho conferido.

Corri o mundo, ridículo e sublime,
Sempre a lutar contra o mal e o crime.
Dizem-me que possuo triste figura.

Mas, ainda infeliz, sou ousado guerreiro.
Não há coração tão justo e verdadeiro,
Nem alma tão devota, leal e pura.

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Bravo

Giordana Bonifácio

-Tenho medo. É que o mundo é grande demais. Você não acha? Ainda mais quando somos só eu e você. Mamãe deixou a gente, mas a pobrezinha não tinha como ficar. Ela tossia tanto… Até cuspia sangue. Um dia ela dormiu e não acordou mais. Foi quando levaram a gente para aquele orfanato. Não conseguimos ficar lá. Os meninos mais velhos eram maus conosco. Batiam, gritavam, zombavam. E, numa madrugada fria, a gente se libertou. Fomos paras as ruas, dormir em caixas de papelão e comer as sobras no lixo dos restaurantes. Mas, pelo menos, estamos livres, não é?
-Saia daqui, menino sujo e leve este boneco com você.
-Ele não é um boneco e eu tenho nome, eu me chamo Caio. Cara chato, a gente só estava pegando algumas sobras. Não estávamos incomodando ninguém. Espera só, quando eu crescer ninguém mais vai tratar a gente mal. Eu prometo. Lembra da mamãe? Ela que me deu você de presente. Um leão que, como no mágico de Oz, está à procura da verdadeira coragem. Ainda não achamos, não é mesmo? É que nunca encontramos esta tal estrada de tijolos amarelos, que nos guiaria até um mágico com poder de nos dar tudo que desejássemos. Eu só queria a mamãe de volta. Ela fazia comida gostosa. Só não gostava quando ela penteava meu cabelo e deixava-o todo ajeitadinho. Mas se ela voltasse, nunca mais reclamaria do modo que ela me arrumava. Queria tanto deitar no colo dela…
-O que você anda aprontando moleque? O que está fazendo por aqui?
– Nada não, senhor polícia. Estou procurando onde dormir.
-Sei… Fica esperto, moleque, estou de olho em você.
-Tenho medo de polícia, eles batem na gente. Uma vez quebraram meu dente sem eu ter feito nada. Só estava procurando comida. Ele bateu com toda força no meu rosto. Quebrou meu dente, saiu muito sangue. Ficou inchado por dias. Não quero nem mais conversar com eles. Eles deveriam ser os mocinhos… Mas parece que, na vida, só existem vilões… Quem é bom, termina por morrer cedo demais.
-Menino, você toparia levar um presentinho meu para um colega? Eu lhe dou uma grana.
-Um presentinho?
-É nada demais. É esse pacotinho aqui.
-Não parece um presente. Por que você não leva para ele?
-Porque tenho de ficar aqui, esperando meu primo. Olha aqui: vou lhe dar cinquenta mangos. Dá para jantar algo bem legal, não é? Você deve estar com fome…
-Se eu levar, você vai me dar tudo isto?
-Se der certo eu até vou empregar você no meu negócio. Aceita?
– Claro. A gente aceita.
-A gente? Ah, você e o leão de pelúcia… Depois, ainda vou lhe dar um pouquinho desse doce aqui. É mágico, faz a gente se sentir feliz e esquecer todas as dores da vida.
– Nossa, existem poções mágicas de verdade? Como nos filmes?
-Sim, eu sou mágico, você não sabia?
-Como o mágico de Oz?
-Sim, mas vai logo levar o presentinho do meu colega. Ok? Quando chegar, há várias novidades esperando por você aqui.
– Corre Bravo, a gente encontrou o mágico de Oz. Ele vai trazer a mamãe de volta, vai dar-nos um emprego e também uma poção da felicidade! Que sorte a nossa, Bravo! Que sorte a nossa!

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