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“Ah, lembrança, lembrança, que me queres?”
Nevermore – Paul Verlaine

Soneto da solidão desleal

Giordana Bonifácio

Ó solidão, por que não me és sincera?
Sempre a me iludir toda cheia de graça,
“Não sofras: pois a tua dor um dia passa”.
Mas, é tão só uma breve Primavera…

Em minh’alma, só a fria mágoa prospera,
Mesmo enganada por tua vil trapaça.
Ó noites vazias plenas de desgraça,
Por quem este coração tolo espera?

Por um amor que jamais foi presente?
Por uma estrela fugaz e cadente?
Por rimas que me façam belo o verso?

Quanta solidão em mim se faz perene,
Tanta mágoa só cantou um tal Verlaine,
Cuja Angústia ressoar fez no universo.

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