olhando_a_lua

“Noite que assombra a memória,
Noite que os medos convida,
Erma, triste, merencória.”
Machado de Assis – Luz entre sombras

Noturno

Giordana Bonifácio

Como dói esta alma tão cheia de tristeza.
O breu, das noites, faz horas sombrias.
Quem me roubou a alegria morna dos dias?
Quem me fez à mágoa sempre presa?

O vento sopra sua dor numa reza.
As noites possuem almas cruéis e frias
Ferem minha alma com mil agonias.
A Solidão, dor que a vida represa,

Fez morrer o sol que queimava em mim.
As noites, não têm, desde então, mais fim.
Os meus dias vestem luto e já não há luar.

Ergo as mãos, aos céus, tesas numa prece.
Enfim, se ao sol meu verso arder fizesse,
Com furor, mil sonetos iria criar.

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