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“Tenho de justificar o que me fere.
Não importa a minha felicidade ou infelicidade.
Sou o poeta.”
O cúmplice – Jorge Luís Borges

Não sinto o amor que a minha pena escreve.

Giordana Bonifácio

Não sinto o amor que a minha pena escreve.
Ah, meus poemas são só loucas quimeras!
Meu coração é tão frio quanto a alva neve.
Lembro-me de distantes Primaveras

Em que ainda minha alma era pura e leve.
Hoje, a solidão fere-me deveras.
Vencer tal força qual homem se atreve?
Luto, todo o dia, contra três cruéis feras:

A mágoa que governa a minha vida;
A dor que me dirige o pensamento;
E a loucura que guia esta alma perdida.

Pudera eu, quem sabe, amar de verdade…
Não tão só na poesia que, triste, invento,
Nem na fantasia que ao meu sonho invade.

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