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“Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.”
Desencanto – Manuel Bandeira

A fonte

Giordana Bonifácio

De onde vem a magia destes meus versos?
De ecos de sonhos de um distante além,
Que ondeiam pelos ares e universos
À procura de quem lhes queira bem.

De onde vem toda mágoa em que estão imersos?
De dores que soam n’alma como um réquiem,
Canção de pesar por amores adversos,
Que no vinho e nas lágrimas se diluem.

De onde, para a poesia, vem-me inspiração?
Da doença que, como uma febre terçã,
Toma-me e faz-me escravo da ilusão.

De onde vêm os delírios deste poeta?
Do orvalho que chora, a cada manhã,
Toda solidão que há neste planeta.

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