o oceano do poente

Onde puseram teus olhos
A mágoa do teu olhar?
Na curva larga dos montes
Ou na planura do mar?
Canção do mar aberto – Armando Côrtes-Rodrigues

Tardes no mar

Giordana Bonifácio

Não vou falar da tarde que embraseia,
Nem do oceano em seu imenso azul divino.
Não vou falar da alva vaga que ondeia,
Nem das cores que colorem o destino.

Não vou falar do mar verde salino,
Nem dos barcos que pousam sobre a areia.
Não vou falar de quando era menino,
Nem de Melville e sua branca baleia.

Não vou falar das dores desta vida,
Nem dos sonhos que deixo ainda velejar.
Não vou falar de navios em partida,

Nem de outras tardes que vivi no mar.
Quando, de luz, a minh’alma embevecida,
Cria que o sol poente ao oceano fosse beijar.

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