escrevendo

“O Poeta morre,
mas não cessa de escrever”.
Saúl Dias

O poeta prisioneiro de sua arte

Giordana Bonifácio

Neste mundo, sou tão só um prisioneiro.
Minha pena é esta que trago comigo.
É tanto prisão quanto meu ombro amigo.
A poesia é meu refúgio derradeiro,

Onde, partido, sou um homem inteiro.
Nas linhas tortas, com rimas prossigo,
A escrita traz em si um grande perigo:
Ser imortal num mundo passageiro.

A pena pesa sobre este pobre poeta,
É uma maldição e paixão mais secreta.
Faz-me triste a alma e mais belo meu jardim.

A vida passa e o que resta é poesia.
O fim não importa, tão só, a travessia.
A poesia escreve-me muito além de mim.

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