coração-partido

“Escrevo como quem quer ser escrito”
Jorge Reis-Sá.

A cura

Giordana Bonifácio

Ainda acreditas que feliz crio versos?
Não sabes quanta dor que vou rimando.
É meu penar que ora estais contemplando.
Crio sonetos em mágoas vãs imersos.

Escrevo sonhos que n’alma estão submersos.
Por que triste ora te quedas pensando?
Não vês que mesmo só estou ainda cantando?
Resisto aos pensamentos mais perversos.

Vir-me-iam, Eros ou Tânatos, em boa hora.
Saibas que não sou o mesmo homem de outrora.
Uma esperança ao meu corpo ainda anima:

A cura que a esta ferida alma renova
É refazer-me inteiro a cada trova,
É escrever-me, partido, a cada rima.

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