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Soneto da despedida

Giordana Bonifácio

Adeus, dizia-te, enquanto o trem partia.

Via o meu passado ficar para trás,

Tão lindos sonhos que não teria mais.

Toda saudade em lágrimas vertia,

 

Mas a minha dor, já pouco valia.

Deixei tão só o que levar não fui capaz,

Lindas lembranças que o tempo rarefaz.

Recordar, para alma, é uma regalia,

 

Pois o tempo das horas faz deserto,

E o ontem termina num amanhã incerto.

O que será de nosso amor tão terno?

 

O trem range, ainda aceno para o nada,

Nas mãos, levo uma foto bem amassada,

De quando críamos que o verão seria eterno.

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