Magical taste of decay

Noites sem fim

Giordana Bonifácio

Ó noites sem fim, tão amargas e escuras,

Ó Vigília cruel, mudo pensamento

Que de mim extrai enorme sofrimento,

Ó passado presente, horas futuras,

 

Que de mim querem mais que tolas juras,

Ó tempo, solitário, triste e lento,

Que de mim ouve tão rude lamento,

Ó esperanças vãs, tão inúteis procuras,

 

Que de mim fazem uma alma perdida,

Quais são os sonhos que meu coração olvida?

Quais são as dores que meu pranto rega?

 

Quem soprou a flor dos meus versos ao vento?

Quem fez das fantasias seu último alento?

Quem fez de guia tal paixão louca e cega?

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