Arquivo do mês: maio 2014

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Jardins da morte

Giordana Bonifácio

Os muitos erros que cometi em vida

Fazem de mim uma alma condenada.

Toda a minha existência resumida,

Não é mais que uma esperança malograda.

 

Ó amor, fantasia tola e adormecida,

Promessa de alegria que me foi adiada,

Quais são os sonhos que a minha mente olvida?

Quais são as verdades por mim ignoradas?

 

O que é isto de que tenho tanto medo?

Como transpor as portas do segredo?

Como, diante de tanta dor, ser forte?

 

Errei os caminhos, perdi-me nos anos.

Conheci em vida tão só desenganos

Que me seguirão até os jardins da morte.

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Magical taste of decay

Noites sem fim

Giordana Bonifácio

Ó noites sem fim, tão amargas e escuras,

Ó Vigília cruel, mudo pensamento

Que de mim extrai enorme sofrimento,

Ó passado presente, horas futuras,

 

Que de mim querem mais que tolas juras,

Ó tempo, solitário, triste e lento,

Que de mim ouve tão rude lamento,

Ó esperanças vãs, tão inúteis procuras,

 

Que de mim fazem uma alma perdida,

Quais são os sonhos que meu coração olvida?

Quais são as dores que meu pranto rega?

 

Quem soprou a flor dos meus versos ao vento?

Quem fez das fantasias seu último alento?

Quem fez de guia tal paixão louca e cega?

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timeisgone

“O tempo tudo tira e tudo dá;
tudo se transforma,
nada se destrói.”
Giordano Bruno

Oração ao tempo

Giordana Bonifácio

Ó tempo, tão cruel rei e senhor das horas,

Faze de meu passado um áureo presente,

Pois a alegria no agora me está ausente.

Ó tempo, por que tanto ainda demoras?

 

Não vês, que, após as noites, já não há auroras?

Não vês quanta dor este poeta sente?

Ó tempo, de mim, seja condolente,

Não vês o quão tais mágoas são sonoras?

 

Ó tempo, sabes bem o que procuro:

Sonhos nutridos, todos esses anos,

Por minhas malfadadas esperanças.

 

Ó tempo que ao dia claro torna escuro,

Sabes de todos meus tristes enganos,

Mesmo assim, ao futuro ainda me lanças.

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