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Madrugadas infinitas

Giordana Bonifácio

A solidão faz mais fria à madrugada.

Corações vazios, tão cheios de saudade,

Clamam ao amor um tanto de piedade.

A noite chora a rosa macerada

 

Que, caída no chão, jaz abandonada.

E a brisa gélida às almas invade.

Doem-me as feridas, mas não é novidade.

Longe se ouve uma música magoada.

 

Ó vigília cruel, ó tormenta infinda,

Por que fazem do insone um ser tão triste?

Ó recordações, por que vagam a esmo?

 

Não percebem o quanto machuca ainda?

Não veem a mágoa que no peito existe?

As noites mudam, só, o penar é o mesmo.

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