carvao10

Fuligem

Giordana Bonifácio

Depois de ter, meus poemas, rasgado,

De prometer com voz imperativa:

Não mais escreverei enquanto viva!

A esta amarga poesia criar fui obrigado.

 

Não sou, das letras, um necessitado.

É que, da dor, a minha alma se esquiva.

E a arte tem natureza corrosiva:

Marca-nos com lembranças do passado.

 

O que quero é esquecer tão somente.

Vê o que há por trás desta alma transparente?

Pesares, mágoas, sonhos e quimeras…

 

Quero apagar lembranças que me afligem.

Sei que a poesia da alma é a negra fuligem,

Aos sonhos cobre com longas esperas.

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