recados-de-amor-parte-2-1

“Aimez, aimez; tout le reste n’est rien.”

Jean de La Fontainne

Amor

Giordana Bonifácio

Ó amor, nossa prisão inevitável,

Vil penar sem matéria, horror sombrio,

Que envolve todo ser inconsolável,

No mais inexplicável e cruel frio.

 

Ó amor, sentimento obscuro e inefável,

Pesar sobre o qual não se tem domínio,

Força que nos impele imponderável,

Nas noites cheias do mais atroz vazio.

 

Ó amor, dor que nos esfria as tardes quentes,

Vazias da plenitude perfumada.

Ó amor, sonho dos beijos inclementes,

 

Das bocas de deleites e delírios.

Ó amor, feroz volúpia alucinada,

Das lembranças, das dores e dos lírios.

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