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O martírio do poeta

Giordana Bonifácio

Rasgue meus sonhos, queime-me as fantasias.

Não mais me valem meus tristes sonetos.

Não mais me agrada escrever rotas poesias.

O que sou? Nada, o menor dos insetos.

 

Uma pobre alma a vagar sem ter rumo.

Sou uma Flor que na vida não tem norte.

Das noites frias sou o cantor suprassumo.

Mas não vim aqui chorar minha sorte,

 

Nem mesmo implorar sonhos impossíveis.

Não quero mais por minha arte padecer.

Não vou mais ouvir musas invisíveis.

 

Vou ir contra ao que fui sempre destinado,

Quando me disse um torto anjo ao amanhecer:

Vá, poeta, ser na vida sempre errado.

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