Arquivo do mês: novembro 2013

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Sobre a luz das Estrelas-anãs

Giordana Bonifácio

Sei que ainda sinto, pois ainda me dói.

Sei que é impossível mudar o passado.

Sei que persiste a dor que a alma corrói.

Sei que meu mundo está bastante errado.

 

Mas o que posso fazer? Chorar talvez…

Velar as noites frias num quarto escuro,

Quando vou prantear mais outro revés…

“Mas hei de mudar tudo isto, um dia, eu juro!”

 

Prometo ao vazio que nada me diz.

É que o infinito é o sempre no futuro.

O eterno resta em mim numa cicatriz.

 

Como posso eu crer em sonhos impossíveis,

Se a luz que há tanto tempo já procuro,

Vem de astros mortos, mas ainda visíveis?

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O martírio do poeta

Giordana Bonifácio

Rasgue meus sonhos, queime-me as fantasias.

Não mais me valem meus tristes sonetos.

Não mais me agrada escrever rotas poesias.

O que sou? Nada, o menor dos insetos.

 

Uma pobre alma a vagar sem ter rumo.

Sou uma Flor que na vida não tem norte.

Das noites frias sou o cantor suprassumo.

Mas não vim aqui chorar minha sorte,

 

Nem mesmo implorar sonhos impossíveis.

Não quero mais por minha arte padecer.

Não vou mais ouvir musas invisíveis.

 

Vou ir contra ao que fui sempre destinado,

Quando me disse um torto anjo ao amanhecer:

Vá, poeta, ser na vida sempre errado.

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A peça

Giordana Bonifácio

A vida é uma peça, interpretemos bem nosso papel.

As peças terminam, cerram-se as cortinas.

As peças se perdem…

Como completar este quebra-cabeça?

Nada existe que impeça de sumirem-se as cenas mais importantes.

Para evitar restarmos eternamente incompletos, peçamos a Deus um consolo.

A morte talvez.

Talvez somente um paliativo a ela: uma ilusão, um sonho…

Somente há um espectador de nossa vida

E Ele costuma ser um crítico muito exigente.

Fez peças únicas, que se perdem sob o sofá de nossa impaciência,

sob o tapete de nossos medos ou vão junto com o lixo de nossas indecisões.

Quando chegar a nossa cena derradeira,

as peças mais importantes devem estar conosco,

mesmo que não completemos nunca esse Jogo da Vida.

Mas é fundamental não deixar o nosso público fiel desgostoso conosco.

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Livros publicados:

O Exercício dos Sentimentos Indizíveis 

Sentimentos e memórias, Melancolia e histórias

Poesia de amor sem versos e outras histórias

Palavras Perdidas

Caixinha de música

Pequenas histórias incompletas

Mentiras nem sempre são sinceras

Sentimentos em verso e prosa

O rei do reino inexistente

Tal qual chocolate

Contos de um coração selvagem

Memórias de um futuro presente 

O mundo anda tão complicado 

O invisível aos olhos

A alma encarcerada

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Anjos no céu

Giordana Bonifácio

Quem do amor jamais provou a tão amarga água.

Quem do seu penar nunca foi vítima.

Não sabe como dói no peito a mágoa,

Que o vil desprezo torna legítima.

 

Quem não conheceu jamais as vigílias,

Quem da solidão não saboreou o fel,

Não sabe como é fria a noite em Brasília,

Em que só em sonho veem-se anjos no céu.

 

Quem me vê agora sombra do passado,

Não sabe que me doei perdidamente,

Por quem fui todo sempre desprezado.

 

Sei que meu sofrer é ainda muito pouco,

Pois muito maior é o penar de quem sente,

Que, lentamente, está ficando louco.

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escrever

Por que será que escrevo?

Giordana Bonifácio

Por que será que escrevo? Haveria razão?

Se minha dor será somente minha.

Se ninguém vê que a morte se avizinha.

Por que será que escrevo? Uma vã ilusão?

 

Por que será que busco ainda por rimas?

Se estes sonetos à mágoa não apagam.

Se as palavras à minha alma alagam.

Por que será que busco as obras-primas?

 

Se ainda se faz amarga esta solidão.

Se, por meus versos, tão pouco me dão.

Por que será que escrevo? Seria pena?

 

Se fui por esta pena condenada,

Que me leve estes sonhos para o nada.

Pois a dor, que ela risca, à alma envenena.

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Noites escuras

Giordana Bonifácio

Não é mais possível reaver o passado,

Ou uma alegria vivida anos atrás.

O fim decreta tudo terminado.

Restam-me do amor só amargas palavras.

 

Folhas de relva, estranhos sentimentos.

Não vou mais chorar por minhas feridas.

Mesmo que os anos ainda passem lentos,

E que as memórias tenha em mim retidas.

 

Minha alma é só uma terra desolada.

Nada mais tenho além de minha dor.

Sei que esta vida já não mais me agrada,

 

Pois já não há escolhas, só muitas procuras.

E não mais vejo saídas ao meu redor:

Pois vivo, todo dia, noites escuras.

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