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Inventário 

Giordana Bonifácio

O que me restou deste meu coração?

Depois de tanta dor, ousa palpitar?

Não lhe havia dito para o amor evitar?

Será que não percebe sua condição?

 

O que me restou, o pouco que tenho ainda?

O que não perdi, o que salvei de mim?

Este soneto roto e um botão carmim;

Uma moeda e esta paixão que não finda;

 

Uma bala, alguns clipes e esta dor.

E um cartão um tanto velho e já sem cor.

É tudo que possuo e tenho comigo.

 

Trago no bolso os cacos de minha alma.

Meus sentimentos cabem sobre a palma.

São os bens que me seguem ao jazigo.

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