Arquivo do mês: julho 2013

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O tempo perdido numa fotografia.

Giordana Bonfácio

Faz muito tempo, mas recordo ainda.

Deste passado só pouco me resta.

A dor da perda é um penar que não finda.

Lembro que a vida era uma grande festa.

 

E que o futuro só era uma fantasia.

De tudo, nada mais se faz presente.

E até divagar que tanto me aprazia,

Hoje me faz estranha a toda gente.

 

Estou em busca de um tempo perdido.

Retidas nesta velha fotografia,

Memórias que da vida tem se esvaído.

 

“Quero de volta meus anos dourados”.

Demando à Parca que esta vida fia,

Porque só sei ser feliz no passado.

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A flor da vida

Giordana Bonifácio

Será que vale à pena esta vida ainda?

Toda esta dor… Meu penar infinito…

Ser feliz para mim sempre foi um mito.

E a melancolia que nunca mais finda?

 

Eu sou a senhora destas vãs ilusões.

Minha poesia é tão triste como as vagas.

Mas o ir e vir das ondas a alma afaga .

Não há na praia espaço para preocupações.

 

A vida é só uma ponte entre dois nadas.

E creio que nela só há escolhas erradas.

E não acertarei jamais o caminho,

 

Que me leve à alegria muito sonhada.

Creio que a vida é uma coisa delicada.

Uma flor: bela, porém cheia de espinhos.

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Soneto da solidão

Giordana Bonifácio

Num universo que se crê infinito,

Sou tão pequeno… E toda dor que sinto?

No vazio não há ninguém que ouça meu grito.

Somente a ilusão… Ou o doce vinho tinto…

 

A dor é meu mistério mais profundo.

Não me compreendo, sou muito confuso.

Meus sonhos são o que possuo neste mundo.

Eu sei que nesta vida sou um intruso.

 

Tudo se torna poesia, até a lágrima,

Que nesta noite rega o travesseiro.

Até a solidão, minha companheira.

 

A fiel esposa que com tudo rima.

É da minh’alma o matiz verdadeiro.

É o borrão que destrói uma tela inteira.

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Avaro de ilusões

Giordana Bonifácio

Dizem que sou um mistério sem solução.

Um livro que reclama uma introdução.

Sou aquele que a solidão e sua dor finge.

Guardo comigo a incógnita da esfinge.

 

E não poderão jamais me compreender.

A resposta, só a obtêm com meu condescender.

Mas permaneço incólume às ameaças.

Não me atrai o brilho destas pedras falsas,

 

Pois guardo para mim o maior tesouro,

Que vale bem mais que meu peso em ouro.

É uma fortuna em moeda inestimável.

 

E não revelo meu enigma profundo.

Guardo de todos um curioso mundo.

Dentre os artistas, sou o mais miserável.

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