chorao_04

De luto

Giordana Bonifácio

O mundo acordou de luto esta manhã de abril.

O homem que amava a vida como a uma dádiva,

Sem adeus ou uma simples lágrima furtiva,

Padecendo de dores e de um corpo febril,

 

Sob o abrigo da sombra de um salgueiro, partiu.

Ninguém sequer se deu conta daquela morte.

Um senhor não tropeçou no corpo por sorte.

Na sociedade, aquela morte nada sortiu.

 

Quem conhecia aquele homem, agora sem vida?

Se tinha sonhos, ninguém nunca mais saberia.

Como ele não sabia esta manhã que morreria.

 

O corpo sob a sombra teve boa acolhida.

Ficou quieto esperando chegar o meio dia.

E nem um lençol, para a morte cobrir, pedia.

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