Arquivo do mês: dezembro 2012

pensamentos (1)

Pensamentos

Giordana Bonifácio

Voam ao sabor da brisa meus vãos pensamentos.

Nas nuvens tornam-se um tanto vagos e lentos.

Assim é bem possível lembrar do passado.

O problema é que, para ele, já estou atrasado.

 

Seria muito bom poder meus erros apagar.

Assim não teria tantos pecados a pagar.

Mas só posso lamentar a minha ignorância.

Mas hoje os erros de ontem não têm importância.

 

Um suspiro profundo leva a dor de mim.

E esta frase bem que poderia ser o fim.

Sem dor, longe das faltas de um ontem distante.

 

Gostaria de ser feliz nesse incerto instante.

Mas são dilacerantes a mágoa e saudade.

Meu penar durará por toda eternidade.

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sozinha

Sinistra solidão

Giordana Bonifácio

Sinistra sempre foi minha imensa solidão.

É que para seu frio vazio não tenho aptidão.

Porém fui condenada por maldosa fada.

E contra tal feitiço minha fé não é nada.

 

Já fiz tudo ao meu alcance para ser popular.

Mas como vencer quem procura me rotular?

Sempre fui àquela que por todos foi esquecida.

Dor como a minha não encontrarão parecida.

 

Será que ainda me resta uma sombra de esperança?

Tudo era muito mais simples quando eu era criança.

Mas não desisti, não recolhi as armas ainda.

 

Mesmo sabendo que meu penar nunca finda.

Sei que estou navegando contrário as correntes,

Mas sequer minhas tortas idéias são coerentes.

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chorando

Desculpe-me

Giordana Bonifácio

Desculpe-me por ser esta que agora chora.

Meu pranto é em razão do homem que há muito foi embora.

Eu sou uma desgraçada sozinha na vida.

Sou aquela que ninguém, na cidade, convida,

 

Aos bailes e outras festas porque sou sozinha.

Ainda sinto que a dor deveras me espezinha.

Nada me resta, minha alma já está perdida.

Sou  flor despetalada, bastante sofrida.

 

Minha mágoa que agora é fonte deste canto.

Em realidade para minha alma serve de manto.

Muitas feridas ainda carrego comigo.

 

Não há quem me ouça nem mesmo que se faça amigo.

Por isso, ofereço-me aos astros distantes.

Que me façam  luz mesmo que só por  instantes.

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Vitória

Giordana Bonifácio

Há algo mais delicioso que o prazer de vencer?

Ver tantos anos de árduo penar reconhecido?

A vitória não é sorte, não vão me convencer.

Não é simplesmente favor ou algo parecido

 

Eu luto com a rima e os versos, eis minha arte.

E é através dela que me farei um dia escritora.

Muitos concursos virão: mas não é a melhor parte,

Quero a minha obra exposta por uma editora.

 

Mas meu pequeno triunfo já muito emociona.

Em meu peito somente um desejo persiste:

De espalhar a alegria que a arte me proporciona.

 

É a última das ilusões que, na dor, me assiste.

Não sou escritora cujo trabalho impressiona.

Mas as lutas perdidas não me deixam triste.

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Corinthians Bicampeão Mundial

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Monstruosidades

Giordana Bonifácio

Creio que o mundo está repleto de monstros, pois não são homens e mulheres os seres que perpetuam crimes atrozes. Será que está apenas na natureza humana a necessidade de matar outro da mesma espécie por motivos muitas vezes banais? Inúmeras atrocidades presenciamos nos últimos anos e parece que a lista de atos brutais não tem mais fim. Ontem, tão perto do Natal, houve mais um massacre em uma escola primária nos Estados Unidos, desta vez em Connecticut. Um atirador abriu fogo contra crianças e professores deixando um saldo de 27 mortos. O que será que motiva alguém a matar inocentes? São pessoas que não têm nenhuma ligação com os males que assaltam o coração desses ilustres assassinos. Portanto, não deveriam ser alvos destes últimos em lugares que se criam protegidas. Nem mesmo o avançado sistema de segurança da escola primária de Connecticut foi suficiente para manter crianças inocentes a salvo da fome de sangue do monstro que atirou contra elas. Aqui no Brasil, também registramos casos de extrema maldade que deixaram chocada toda a população. Um fato que muito me deixou aflita foi a terrível morte do menino João Hélio que foi arrastado até a morte por ladrões de carro. O sofrimento da mãe daquele menininho me deixou profundamente tocada. Pois naquela época meus sobrinhos tinham a mesma idade de João Hélio. E lendo nas revistas como sofreu aquela criança, fui levada a imaginar como eu ficaria se algo tão horrível acontecesse aos meus sobrinhos. Então pensei que não suportaria se algo assim se passasse com alguém tão próximo. Fui levada às lagrimas. Não aguentei nem mesmo imaginar toda dor que uma criança tão frágil sentiu. Mas, o que ocorre se os assassinos são seu próprio pai e madrasta? Foi o que aconteceu à Isabella Nardoni cujo pai não teve nenhum escrúpulo ao jogar a própria filha do sexto andar do prédio em que morava. Não antes de espancar a criança de seis anos e fraturar-lhe a bacia.

O que está acontecendo com o mundo? Quando nem mesmo nossas inocentes crianças estão protegidas, qual saída nos resta? Sofri com a repercussão desses casos, bem como agora estou compadecida como as mortes em Connecticut. Será que poderíamos ter feito algo? Será que poderíamos ter agido de modo diferente para evitar que ações tão cruéis viessem a ocorrer? O pior é que a nossa resposta é positiva. Precisamos ensinar valores a nossos filhos, para que no futuro não se tornem assassinos cruéis. Se fugirmos de impor limites, estaremos criando homens e mulheres perversos. Pois as crianças que não recebem uma boa educação hoje, serão os monstros de amanhã. Devemos ensinar nossos filhos o dom da compaixão e da generosidade. Antes somente a imagem do Papai Noel era suficiente para despertar a bondade no coração dos pequenos. Hoje, as crianças não mais acreditam nessa figura mágica e já possuem noção que são os pais que lhes presenteiam. E pedem brinquedos cada vez mais caros inacessíveis aos seus progenitores. Já não se contentam apenas com um carrinho ou uma boneca. Atualmente, exigem computadores, videogames e tablets símbolo do consumo desenfreado que persevera na sociedade. Papai Noel serve tão somente para tirar uma foto no Natal. É bem difícil fazer com que as crianças permaneçam inocentes com essa gama de informações tão difundidas por meio da internet e da televisão. Não que esteja colocando a culpa de nossas ações na mídia, nem mesmo na rede mundial de computadores. Ao contrário, vejo tais meios de comunicação essenciais ao mundo moderno.  Acho fascinante terem destituído ditadores no mundo árabe com auxílio da internet. O problema é que os pais não filtram as informações que chegam aos seus filhos. Até mesmo pornografia pode ser acessada facilmente por crianças hoje em dia. Então, mais uma vez a culpa de tudo recai em nós, adultos, que não soubemos educar nossos filhos.

Temos de estar atentos, pois criar crianças não se resume em nutrir e pagar brinquedos caros. Está na quantidade de afeto que você passa àquela pessoazinha e nos limites que a impõe. Ser mãe ou pai é bem mais complicado do que aparenta. Pois gerar um filho é deveras fácil e possível a qualquer um. O difícil é promover o crescimento sadio deste ser humano. É necessário conscientizar-se que crianças são homens em formação. O que podemos garantir para seu futuro é apenas o caráter. Isto porque as crianças, em sua grande maioria, as de escassas condições econômicas, veem na vida fácil dos traficantes, um modelo a ser seguido. Então, cabe aos pais conduzir estas mentezinhas para o caminho do bem. Os pais devem se imiscuir na vida dos filhos. Devem ser presentes. Não podem faltar às crianças em razão do trabalho ou por qualquer outra causa. Esses dias, fiquei extremamente triste em função de uma menina de 11 anos ter engravidado do namorado de 14. O mais difícil de acreditar foi o fato de ela ter querido mesmo engravidar. Qual futuro uma criança pode garantir a outra? Sem emprego, será mais uma família a se sustentar mediante o assistencialismo do governo. Será mais um grupo familiar que viverá com mirrado dinheiro auferido da bolsa família. É este destino que queremos para nossos filhos? Então, melhor mudarmos nossas posturas como pais. Não devemos legar apenas à escola a educação das crianças. Os professores ajudam, mas não fazem tudo. Justamente porque são professores e não, pais. O que estou querendo dizer é que a maior responsabilidade na educação de uma pessoa pertence aos pais. Estes não podem se eximir de seu grande dever. Devem colocar seus filhos como maior prioridade. Foi o que aprendi com minha mãe. Quantas vezes não a vi comprar roupa para seus filhos enquanto ela própria não tinha nada bonito para vestir no Natal? Pais devem ser pais, ou seja, devem pensar primeiro no futuro dos filhos antes de si.

Educando as crianças, fornecendo a estas noções de caráter, bondade, compaixão e generosidade, hoje, poderemos evitar que estas sejam os monstros de amanhã. Pois o que falta aos jovens é justamente a noção de limites. Devemos aprender com os erros para transformá-los em acertos.  É fundamental educar antes de tudo. Porque educação abre os caminhos entre as selvas mais fechadas. Não apenas o conteúdo que se aprende na escola, mas também lições primordiais que devem ser ensinadas em casa. São noções básicas fundamentais a índole do indivíduo. Vou citar algumas a título de exemplo, mas existem outras cuja necessidade é primordial e devem ser também transmitidas no ambiente familiar. Assim, os pais devem ensinar os filhos a partilhar e, ainda, a se condoerem por seus iguais. Devem fazê-los conviver com as diferenças sem qualquer sinal de preconceito. Porque as crianças só discriminam aquilo que lhes foi previamente designado como errado. (Sofri muito bullying nos meus tempos de escola. E, não vou mentir, deixou-me marcas profundas). As crianças não devem copiar o comportamento dos adultos. Mas formar com a ajuda destes seus próprios pensamentos e convicções. Não precisamos apenas da figura Papai Noel para ensinar generosidade a estas pessoinhas. Mas também do exemplo dos adultos. Pois minha mãe já dizia: “lição de casa vem à praça”. Somos nós, adultos, os grandes responsáveis por estas terríveis monstruosidades que se perpetuam pelo mundo. Fomos nós que não soubemos educar nossos rebentos. Estes que nunca tiveram noções de humildade, como podem ser humildes? Estes que nunca foram ensinados a serem generosos, como podem sê-lo? Portanto, cabe aos pais formarem os homens do futuro. O que fazemos no presente é base para o que nossos filhos farão amanhã. Temos de estar cientes de nossa culpa. Fomos nós que fugimos de nossa responsabilidade. Porque filhos não se criam sozinhos, somos nós que incutimos neles o necessário para viver em sociedade. Se não mudarmos nossas ações para com nossos filhos presenciaremos muito mais atrocidades que aquelas que citei. Então, estejamos certos, os monstros que atualmente nos chocam, foram as crianças que não soubemos criar.

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Minha terra

Giordana Bonifácio

Minha terra tem time que foi rebaixado.

O Palmeiras está na segunda divisão.

As aves lá só emitem um amargo chiado.

É triste do fracasso a dolorosa visão.

 

Mais orgulho possuo de um time sempre campeão.

Mais amores tem toda nação Corinthiana.

Nosso jogador em campo é quase um Leão.

Possui torcida cuja fé nunca é leviana.

 

Mais prazer sinto eu ao cantar o hino de meu time,

Que outros torcedores que ao seu clube não são leais.

Não existe emoção que suplante a mais sublime

 

Vitória , resultado de bravura e garra.

Pois nossos muitos títulos são sonhos reais.

Que cada corinthiano conquistou na marra.

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Mente sã, corpo são

Giordana Bonifácio

Mente sã, corpo são, já há muito se cobrava.

A saúde é essencial à qualidade de vida.

Infeliz gente que das moléstias é escrava,

Cuja dura existência é deveras sofrida.

 

Não há sensação igual à de ter um corpo são,

Ao qual não sobrevenham vãs enfermidades.

Quando doentes, terrível é a nossa confusão,

Pois as doenças subjugam nossa imunidade.

 

Portanto, muito melhor gozar de boa saúde.

Que restar padecendo sobre um alvo leito.

Pode parecer uma declaração rude,

 

Mas cuide de sua saúde como de um tesouro.

Pois só lhe damos valor quando não há mais jeito

De aniquilar a doença e outros males vindouros.

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Divagações de uma simples professora

Giordana Bonifácio

Passaram-se muitos anos. Muita coisa ocorreu desde então. Marilúcia ainda lembrava do tempo em que a TV anunciava a queda do muro de Berlin. E havia aquela primeira ministra, a Margaret Thatcher, cujo poder foi invejado por muita gente naquela época. Quando mesmo? Já fazia tanto tempo assim? Ela estava se formando no auge dos anos 80. Agora era uma professora de meia idade, cheia de memórias, pois os sonhos se convertem em doces lembranças. Sonhos são sementes de ilusão que germinam no coração da gente. Guardamos no peito vastos campos de sonhos e vez em quando temos boa colheita, mas o mais comum é perdermos a safra inteira. Sentia-se confusa. Os anos fizeram-lhe perder a direção de seu destino. É muito estranho quando perdemos o rumo de nossa vida. Quando pensamos estar no controle e a vida, de repente, muda a nossa direção. Os mares se tornam bravios, a navegação, difícil, não sabemos para onde os ventos nos levam. Ela estava justamente pensando no que já desejou, no que almejava ardentemente e que a vida não a agraciou. Coisa estranha essa de sonhar. A gente elabora mil e uma fantasias que guardamos conosco para todo sempre. Porque sonhos não envelhecem, apenas os guardamos no imenso baú de nosso espírito. Marilúcia sonhava? Sim, ainda com mais frequência do que na sua mocidade. Lembrava da universidade, dos  anos da Ditadura, da impossibilidade de possuir uma postura crítica num país amordaçado. E, naquele tempo, aprendeu a gritar: liberdade! Hoje, diante do quadro crítico de políticos, que antigamente lutaram contra ditadura e que, hoje, saqueiam o país, o grito recolhido na garganta é: honestidade! É muito difícil pensar no passado sem compará-lo ao presente. Contudo esse é um exercício fundamental para transformar o futuro para que seja como nós esperamos. Marilúcia ministrava aulas desde muito cedo. E agora seu principal intuito era tentar fomentar um senso crítico nas jovens mentes que lhe eram confiadas para ensinar.

Ela agora pensava nos perigos de uma sociedade ameaçada pelo crime organizado. A população, com medo, cercada por câmeras e grades em busca de segurança, haja vista que o governo, que espolia o povo com altos impostos, não fornece a este a contraprestação de seus tributos, que não refletem em mais saúde, educação e segurança. Ela estava revoltada com o salário miserável que ganhava como professora, mas tentava não prejudicar os alunos, que tinham acesso somente a uma escola depredada, com carteiras quebradas, paredes pichadas que não supriam os mínimos requisitos de segurança e salubridade. Mesmo assim, ela analisava sua dedicação exclusiva e estes muitos anos de estudo sendo desperdiçados apenas na dura vida docente. Já pensou inúmeras vezes deixar tudo e apenas estudar para concursos em que seu potencial rendesse mais dividendos que o que auferia como professora. Achava-se cansada e desestimulada. Por isso, faltava com frequência. É que a vida cobrava-lhe mais que o salário reduzido que recebia. Tinha filhas, casa e contas a pagar. Separara-se do marido, já havia muitos anos, e desde então acumulara as responsabilidades de pai e mãe. Ela tinha de dar conta de tudo sozinha. As meninas já estavam com 18 e 20 anos. Ambas já cursando universidade. Agora pensava nelas o tempo todo. Pois, buscava dar às filhas uma vida melhor que aquela que tinha vivido.  E, pensando nisso tudo, foi ministrar a aula daquela sexta-feira. O conteúdo daquele dia seria o Modernismo.  Particularmente, sua escola literária preferida. Já sabia que teria de citar a semana de arte moderna e todos seus poetas e escritores prediletos. Iria explanar sobre Clarice Lispector e sugerir a leitura de Água Viva, a obra prima da artista. Estranho que muita gente só se recorde da Paixão Segundo GH e da Hora de Estrela, pois o livro mais aclamado pela crítica é o poema em prosa, Água Viva. As pessoas deveriam conhecer melhor a literatura nacional, pois muitos privilegiam a literatura estrangeira em detrimento da que produzimos aqui.

O trânsito estava caótico. O número de carros aumentava desordenadamente, mas como não se construíam novas rodovias, implicava diretamente em grandes engarrafamentos. São tantos problemas que só nos faz pensar em um tremendo fiasco da Copa do Mundo e Olimpíadas que aqui se realizarão. Os hospitais estão lotados e faltam remédios, suturas, luvas e itens indispensáveis ao atendimento de pacientes graves. Como uma nação cujos problemas são tão patentes, aventura-se a assumir a responsabilidade de promover eventos deste porte? Principalmente, diante do problema basilar da corrupção. É lógico que muito dos milhões destinados à construção de estádios e outras obras ligadas à Copa do Mundo, foi desviado para os bolsos da massa corrupta que governa o país. Contudo, o povo aceita, sob a fraca desculpa do “rouba mais faz”. Na verdade, a população se deixa enganar. Porque prefere se submeter ao assistencialismo, sendo agraciada com esmolas, enquanto os larápios eleitos por nosso voto roubam descaradamente o dinheiro público. Isso cansava Marilúcia muito mais que a sua jornada de 40 horas semanais. Sem contar o expediente fora de sala de aula usado para preparar aulas e corrigir provas e trabalhos. Enquanto perdia minutos preciosos no engarrafamento, resolveu ouvir música. Ligou o rádio do carro, que chiou até sintonizar uma emissora. Foi estranho mais a primeira estação que o rádio sintonizou foi a CBN. Como a reportagem parecia interessante resolveu escutá-la até o fim. A notícia anunciava mais um escândalo de corrupção no governo. Negociatas, tráfico de influência, tornaram-se palavras comuns no vocabulário do brasileiro. O mais absurdo é que o ex-presidente não sabia de nada e a atual, tão pouco. Dá para acreditar na inocência destes canalhas? Enquanto isso, Marilúcia estava ali, presa no engarrafamento tentando chegar à escola em que ministra aulas. O que poderia fazer se sua indignação não chegava aos ouvidos dos poderosos? Ao contrário, estes preferiam manter o status quo com pequenas mesadas, que se convencionou denominar de bolsas, que servem unicamente para calar os mais pobres. Marilúcia resmungou: “o povo se contenta com muito pouco.”

Quando chegou à escola já estava em cima da hora da aula. Tinha de correr para a sala. Rapidamente, conseguiu conter o alvoroço dos alunos e conduzir a aula como planejou. Enquanto ensinava, foi ficando melancólica. Estava com pena daqueles jovens que logo teriam de enfrentar o mundo adulto e suas dificuldades. Queria preparar os alunos para a vida, não somente para o vestibular. Sabia que era uma prova importante, que dela dependia o futuro daquelas crianças, mas algo mais pungente a mobilizava. Era preciso formar um espírito crítico e não apenas um depósito de informações com o único fim de obter sucesso no vestibular. Ocorre que se deve ter ciência dos mecanismos de dominação que mantém as massas coesas e quietas. O homem deve saber como e quando deve se insurgir. Nada mais triste que uma mente perdida e alienada. Pena que haja tantos brasileiros que procurem fugir de assuntos políticos. Uma nação que desconhece seus deveres e direitos no cenário político brasileiro. Um povo que não sabe escolher seus representantes, que se esconde sob o manto da indiferença, para não se envolver na construção de seu próprio país. Essa massa conformada deve despertar. Porque, só quando isso ocorrer, tomará ciência do seu imenso poder. Esses alunos reunidos nas escolas em busca de saber, serão os próximos a defender os interesses desta grande nação.  Por isso, ao explicar o Modernismo, Marilúcia sempre enfocava o cenário político do Brasil, para que, assim, as crianças pudesssem situar a Semana de Arte Moderna dentro da história do país. Essas pequenas sementes de transformação podem não ser muito. Mas do micro atinge-se o macro. Pois, é com a junção de várias vozes que se faz um coro. O Brasil necessita da união de todos para mudar. E só se inicia uma grande caminhada com um primeiro passo. Pode ser um universo bem reduzido para iniciar-se uma revolução, mas cada mente contagia a outra, dentro em breve haverá milhões de mentes pensantes exigindo seus direitos. E era só isso que consolava Marilúcia: o salário era ruim, o trabalho excessivo, mas as crianças, estas eram excelentes!

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Alanis

Giordana Bonifácio

Na década de 90, houve o auge de sua carreira

Inovou o rock com suas músicas confessionais,

Suas canções nas paradas mundiais, são as primeiras.

Declaram que  suas músicas são tradicionais,

 

E que  suas composições perderam o brilho.

Mas ainda a considero uma estupenda artista.

Hoje mais admirável por cuidar de um filho

Não canso de seus shows por mais que  lhes assista.

 

Alanis  foi a grande ídola de minha infância.

Podem pensar que não tem alguma importância.

Mas com suas canções que constitui minha vida.

 

Muitas tentam copiar, mas não há outra parecida.

Alanis é uma artista única  e competente.

Assim, aprecio todas as canções que invente.

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