O menino

Giordana Bonifácio

Cabisbaixo, o menino prepara a marmita.

Não era o almoço de seu pai, este prato que fazia.

Esse menino, embora o governo não admita,

A marca da fome em seu minguado corpo trazia.

 

Mantinha  como bóia-fria  sua mãe e seus cinco irmãos,

Mais jovens que ele não podiam, ainda, trabalhar.

Ele já possuía inúmeros calos nas mãos.

E já estava cansado de tanto batalhar.

 

Mas munido do facão, só, enfrenta a labuta

Todo dia, preparado para a mesma luta.

Era um menino apenas, que deveria sonhar.

 

Não só um número, para o Brasil se envergonhar.

Deveria estar brincando, pois ainda é uma criança.

Mas, em seus olhos já não mais se vê esperança.

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