Medo do escuro

Giordana Bonifácio

Há muitos anos que não temo mais o escuro.

É verdade, não há o que me aflija hoje, juro!

Eu abrigo-me em mim e já estou a salvo do mundo.

O medo em minha alma esconde-se deveras fundo.

 

O silêncio sibila versos para mim.

Nunca antes eu estive tão amargurada assim.

Não tenho medo, inútil é me convencer.

Não permito o cansaço a minha força vencer.

 

Não tenho medo de nada! Ao vazio repito.

Grito esta frase bem alto, assim eu acredito,

Que não me causa pavor o soprar do vento;

 

Que a certeza da dor não me é um grande tormento.

Mas do escuro, do escuro não. Eu não tenho medo.

Mas deixe a luz acesa até de manhã cedo.

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