Covardia

Giordana Bonifácio

 Minha grande covardia muito me envergonha,

Porque a morte a  mim se apresenta medonha.

Não consigo,  tem de haver um meio diferente

Em que a morte não lhe seja urgente e inerente.

 

Estou acuado e ferido na vil armadilha.

E não creio que Deus perdoe uma alma maltrapilha.

Novamente me encontro aqui: entre a cruz e a espada.

E para salvar-me não posso fazer nada.

 

Paralisado, e preso neste labirinto,

Não importa a dor que neste momento sinto.

Sou um pobre condenado frente a guilhotina.

 

O pior que minha pena não foi repentina.

Como agora deste horror salvar-me, eu não sei.

Hoje só estou colhendo tudo que um dia plantei .

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