O anjo

Giordana Bonifácio

Sobre as etéreas nuvens, um anjo me observa.

Sabe de meus pecados e ainda assim me perdoa.

Enxerga sob a carne fraca uma alma boa.

Eu confesso que não sou uma temente serva.

 

Ajo por impulso, ignoro a lei divina.

Não sou humilde, à tapa, a face não ofereço.

Não sou piedosa, pois para ser bom há um preço,

E frente às dificuldades minha fé amofina.

 

Por isso, do olhar do anjo sinto-me acanhada.

Nesse estranho juízo fui logo absolvida.

Sei que nossa existência é longa caminhada.

 

Fui agraciada com muito cômoda vida,

Mas sei que sigo meta outrora desenhada,

E que viver consiste em uma viagem só de ida.

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