A dor do poeta

Giordana Bonifácio

A dor do poeta não é sempre fingida.

Não lhe sabem as mágoas de sua vida.

Perdido neste mundo pleno e vazio.

À noite, tem de conviver com o frio.

 

Não lhe ocorre qualquer boa presença.

E o mundo significa indiferença.

Ninguém percebe deste poeta as penas.

Julgam-no ligado a coisas pequenas.

 

Sem saídas, junta as mãos e cobre o rosto.

Ninguém jamais poderia ter suposto,

Que o miserável cuja dor realmente

Havia, na sua poesia e poemas não mente.

 

Poderia escrever sobre o que quisesse,

Pois sabia que de si o que não perece,

É o que deixava nos livros escrito.

Mas da existência sabia-se proscrito.

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