A videira

Giordana Bonifácio

Sou como uma videira, de cachos de uva cheia.

Homem, de mim o vinho nasce para a sua ceia.

Eu fui pobre semente no solo lançada.

Foi onde me finquei depois da terra roçada.

 

Cresci com vigor, para dar-lhe meu fruto enfim.

Mas não me esqueço de minha origem, de onde vim.

Quando deixo arrancarem de mim o meu esforço,

É porque sei que para o homem será um reforço.

 

Meu trabalho não é para mim, mas para os outros.

Dos frutos que criei não me restam nem os rastros.

Não sou eu que saboreio de minhas uvas, o vinho.

 

Como não é a árvore, por sua vez, que se veste de linho.

Vivemos para o mundo, nada nos pertence.

Tudo que possuo entrego, até meu último pence.

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