Cais

Giordana Bonifácio

Nas noites claras, porque há luar, dói-me a solidão.

Um sentimento que vem com as vagas do mar.

É um ir e vir eterno, igual à respiração.

O mar inspira e expira as ondas a borbulhar.

 

E nesse cais, distante da mágoa da vida,

Espero que mais uma noite fria tenha fim.

Bastante estou, com este mundo, aborrecida.

Não há esperanças ou, ainda, soluções para mim.

 

Minha existência é a Via Crucis que percorro.

E para mim, clemência ou piedade não existem.

Por mais que, enlouquecida, peça por socorro.

 

A madrugada sempre rósea, ao sol anuncia.

Sei que toda esta mágoa que meu dia contém,

Deixo ao mar: pena só, quem à dor não renuncia.

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