O navio

Giordana Bonifácio

Corro mares sem fim e não aporto em nenhum cais.

Sou um navio a deriva entregue ao sabor das ondas.

Sei que um anjo me sonda em regulares rondas.

Mas ele sabe que minh’alma nem me aflige mais.

 

Quando terra à vista há, vou lhes confessar: tremo.

Sou um pobre miserável e o mar é minha pena.

Sempre navegar não é condenação pequena.

E saibam que a qualquer tempestade não temo,

 

Assusta-me somente a tormenta que há em mim.

Procuro águas mais calmas, sem arrebentação.

Pois a ventania já há muito me quebrou os mastros.

 

Sem destino, com minha tripulação em motim,

Prossigo, quem comanda o leme é meu coração,

Sabe que nosso rumo está escrito nos astros.

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