Solidão

Giordana Bonifácio

Às vezes, sinto-me tão sozinha no mundo.

Bem melhor seria estar em um sono profundo,

Que viver as cruéis injustiças da realidade.

Como pena, é-me imposta a pior adversidade:

 

Viver como a única flor branca entre as amarelas.

Vejo que, entre as mulheres, difiro-me delas.

Entre os homens sou com energia repudiada.

Por que sou de tal maneira discriminada?

 

Nem entre iguais deixo de ser a diferente.

Por que não consigo ser como toda a gente?

Em busca de identidade findei como a única,

 

Eu, que me acreditava uma pessoa autêntica…

Nesse pequeno infinito que erigi em mim,

Faz-me falta a certeza de um início e um fim.

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