O feijão e o sonho

Giordana Bonifácio

Mil procuras, mil palavras, mil desculpas,

Mas nada disso soma, são somente farpas,

Que existem entre nós.  Mágoa que não se cura.

Os anos mudaram-nos. Lembra-se da jura,

 

Que lhe fiz aquele dia? No tempo se perdeu.

Não foi só você que causou isso, também fui eu.

Perdi-me nas vagas desse mar de fantasias.

Enquanto você pensava nas economias.

 

Eu queria criar. Escrever era o meu destino.

Você condenava-me, era um desatino:

“Não poderia viver de delírios apenas”.

 

Eu não desejo mais me submeter às penas,

Desse casamento em que eu tornei-me solidão,

Você, dor e onde os sonhos, nisso, se perderam.

 

 

Uma homenagem a Orígenes Lessa cujo livro comoveu-me quando criança. Veja só pai, me tornei poetisa também.

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