À meia-noite

Giordana Bonifácio

À meia-noite, enquanto já dormem os demais,

Estou em vigília. Pois dormir não pode jamais,

Quem ama.  Acordado, posso viver os sonhos

Que são alimento de meus suspiros tristonhos.

 

Reconheço os sons da rua e só silencio em mim.

Há como sobreviver a esta noite sem fim?

O coração é o vil ditador que me governa

Vivo numa terrível guerra interna.

 

A razão busca o comando, contudo a paixão

E seu exército as minhas defesas derrubam.

Não há como resistir a esse sentimento.

 

Não se trata de mero pesar que invento.

E, à noite, as lágrimas o travesseiro aquecem,

Toda minha dor e mágoa no breu fenecem.

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