Vagando pela madrugada

Giordana Bonifácio

Enquanto vago só por estas ruas, aflita,

uma questão primordial, a minha alma agita:

se ainda há caminhos para alguém que se perdeu,

nesses tristes vales onde apenas reina o breu?

 

Nessas ladeiras chorosas vou sem direção,

buscando respostas que pede meu coração.

A brisa melancólica enche-me de medo,

desconheço se, para o fim, ainda é cedo,

 

e se a morte pretende ao meu espírito levar.

Vejo a noite terminar num lindo alvejar.

Quero chorar. Já não sinto pavor ou frio,

 

sou vítima de uma dor e um desejo doentio

de prosseguir até fazer o corpo cansar.

Sem piedade de mim e desse meu vil penar.

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