Arquivo do mês: fevereiro 2011

Confissões de uma alma solitária

Giordana Medeiros

 

Sinto-me inteiramente só,

como se estivesse escrevendo

para alguém no ar.

É tão estranho!

Katherine Mansfield

Silêncio, sinto-me como se o tempo houvesse matado algo em mim. Talvez seja meu espírito que tenha perecido. Agora sou um ser oco, vazio de sentimentos. Escrevo, porque não consigo achar outro meio de encontrar em mim as respostas das questões que me atormentam. A solidão me acompanha, como a lua prateada que de repente surge nesta noite, ambas tão distantes das estrelas… Eu uma alma vagando pela noite, ela um astro que toma emprestada a luz da qual resplandece. Somos companheiras no vazio deste espaço repleto de estrelas.  Lendo Katherine Mansfield, sinto inveja da maneira como ela se pronuncia sobre tudo. Quisera escrever com tal propriedade: do mundo eu não sei nada. Sei somente sobre mim. Meus temores, decepções, meus sonhos e frustrações. Sobre isto sei muito bem o que falar. Nada mais me é tão próximo, como as dores do meu selvagem coração. E se chovesse? Tudo ficaria mais claro, pois quando se cobrem as estrelas, e a noite torna-se um breu infinito, posso ver nitidamente o que resta em mim. “I love the rain. I want the feeling of it on my face.”¹ Nas palavras da ilustre autora, que ora me refiro. A chuva que me ensopa as roupas, é também aquela que se mistura às minhas lágrimas. Quanto mais eu sofro, mais sinto em mim uma força que me renova, e me dá condições de seguir em frente. Sempre em frente. Não posso deixar que alguns simples tropeços me demovam da idéia de seguir. Mesmo que não tenha uma direção definida, vou ao sabor das marés, as correntes guiam minha nau. Meu coração em pedaços, sangra em palavras. Nada me deixa tão perplexa quanto o amor. Sei que deveria ser mais fluente na língua dos amantes. Mas, mesmo escrevendo, desconheço como agir. Relacionadas ao amor, só me sobram desilusões. Acho que devo ser incapaz de amar. E agora, aqui, reina tão somente o silêncio, o que está acontecendo? Não me encontro em mim, só me perco neste mundo de pessoas em que ninguém me vê. Sou invisível. Um espírito que vaga pelo mundo. Uma tímida brisa num dia de verão. Eu era o que sou e sou o que era. Não sou nada mais que meu próprio passado, negando isso não sou nada. Uma canção para a qual faltam partituras. No fim deste conto encontrarei em mim o que sou. Depois de tanto procurar, um pouco mais deste espírito que me possui se revela. Há muitas palavras para caracterizar-me. Como há, e haverá muitos contos onde me achar. Um pouco de mim em cada sentença. Eis meu reflexo que se traduz em frases melancólicas. Nada mais, talvez uma lágrima, que me emociona o fato de saber como sou. Um pavor de ser me assalta. Vigiam-me as constelações de estrelas flutuantes. Sobre meu corpo, infinitos astros, luzes que pontilham a noite de luz. É sempre Natal no universo. Mas não se enganem, estrelas também falecem, explodem num festival de cores e, após, se acalmam convertendo-se em estrelas anãs. Confesso que inúmeros problemas me corroem por dentro. Não vejo saída para as questões que me assombram. Se pudesse, escaparia de tudo, para algum lugar deserto, onde nada me alcançaria. Somente a noite, a lua e as estrelas tomariam conhecimento de meu paradeiro. Sou fugitiva dos calabouços de meu espírito. E só queria estar no mar, sentindo as vagas batizarem meus pés, limpando-me das faltas amealhadas durante toda uma vida.  O som do mar, um vago murmúrio, como se houvesse despertado de um sonho ruim. E ouve-se o som do próprio coração, concha que trazemos conosco. Mesmo distante do oceano, coloca-se o ouvido sobre o peito de alguém: eis aí o som das ondas que se perdem em nós. Viver é a mais penosa dúvida que carregamos no espírito. Enquanto isso, o mar respira docemente. Como se fosse possível acolher toda a beleza terna do litoral no peito. Mas por quê? Por quê? É esta a questão mais misteriosa e enlouquecedora que me toma. Eu mesma encarcero-me e não existe quem me permita a fuga de minhas masmorras internas. Vigio-me constantemente, para que não consiga fugir desta prisão interior. Estou cumprindo pena perpétua no meu espírito. A vida é insignificante, ridícula e absurdamente irrisória. Uma piada que contamos a nós mesmos. Risível. No fim somos bobos da corte em nosso próprio reino.

Agora que me equilibro nas palavras, como o tênue fio em que caminha a equilibrista, vou cantar minhas dores. Minhas mágoas que me transcederão. Quando não mais existir, ainda repercutirá no mundo o som de meus soluços. Ouço um barulho, a brisa sibila em meus ouvidos. Um sussurro que escuto de olhos bem abertos. Enquanto espero a chegada de alguém que não vem, à espreita de que algo aconteça e que não acontece. São estes enigmas que me ameaçam como o machado do carrasco sobre minha cabeça. “Por que você tem de sofrer tanto? Você não foi feita para sofrer, então sorria!” Repreende-me o espelho, quando lhe pergunto se há alguém mais bela do que eu. Sempre haverá mais belas, mais inteligentes, mais extrovertidas. Tudo o que sou menos. Quisera ser o cisne que à Leda enganou. Se pudesse converter-me em cisne para tomar para mim incautos corações… Aguardaria o sono deles se apossar, de leve me aproximaria, na surdina chegaria e de assalto laçaria espíritos solitários. Eis que posso me converter em palavras, aqui tudo posso. Não há limites para minha imaginação. Posso ser o cisne ou Leda, posso ser Cástor e Pollux, mesmo Helena seqüestrada, que causaria a guerra de Tróia. Eis meus poderes divinos. Sou a única senhora do conto. E nele posso fazer o que meu coração pede. E neste momento, quero ser divindade, ter conhecimento sobre o destino dos personagens. Posso converter-me em personagem também e, por simples ironia, matar-me. Isso que me aguarda nesta trama. O poder sobre-humano de fazer o que bem me apetece. Na verdade só podemos colocar um certo tanto no conto, sempre há um sacrifício, corta-se trechos, apaga-se palavras, censura-se adjetivos. E o dia vai se apagando. Nesta escuridão da noite, há uma canção esquecida no baú da memória. Quantas músicas podemos cantar no silêncio de uma noite solitária? Quando a lágrima que escorre por nossas faces, deságua em nossos lábios, se pode sentir o sabor salgado da tristeza. Sabe qual a minha maior dificuldade? Como ocorre a maioria dos escritores jovens, sou demasiadamente romântica. « Je pleure parce que Il y a quelque chose que n’ habite plus en mon coeur. Manque quelque chose, pêut être une raison pour vivre. »² Só sei viver de amor, mais nada. Então começa a chover, uma série de longas agulhas de chuva cobrem as janelas. Mas não há problema porque isso ocorre tão somente lá fora, não é? Sinto uma tempestade em mim. Há ainda tanto a dizer, mas com a chuva não ouço mais nada. O vento que sussurrava entre os galhos das árvores, agora sopra furioso. As folhas debatem-se. E tudo isso com raios de luzes ofuscantes, clareando em flashes à noite que se prolonga. Tenho muitas faltas para redimir. Escrevo para ninguém, ou talvez para mim. Talvez doa um pouco menos escrever sobre as lâminas de mágoas que me dilaceram o espírito. Sei cuidar de mim. Claro que sei. Será? Pode ser? Talvez, não sei ao certo. Sinto uma vontade gigantesca de pontuar o que já escrevi. E ponto: fim. Mas não consigo desfazer-me desta história. Ainda há uma série de dúvidas que me atormenta. Sou o que aparento ser?  Parecer não é o mesmo que ser? Ser não é o mesmo que parecer? De qualquer modo, quem pode afirmar que não é? E se for mesmo? E se não for? E se tudo for, o mesmo que seria caso fosse o que fosse? E se eu fosse o que sou, mas não sou, porque temo ser quem seria caso fosse quem sou? Difícil de entender? É proposital. “But don’t think I am unhappy or desperate or lonely. I am not.”³ Nas palavras de Katherine Mansfield. Não pensem que não sei o que estão pensando de mim. Sei bem o que está em sua mente. E me recuso a pertencer ao estereótipo que me atribuem. Não sou uma alma perdida, mesmo que não saiba a direção, vou. E ir é meu firme propósito de viver. Ainda que todos os caminhos não apontem na direção esperada. Absolutamente, nunca acreditei na alma humana. Nem mesmo na minha. Por isso não sigo por onde me indica o espírito. Tomo sempre a via oposta. Sigo o mapa que não me dita o coração. Mas é tempo de parar. O que tenho a dizer, por fim, é: adeus por hoje, não se esqueçam de mim.

 

  1. Eu amo a chuva, quero o sentimento dela sobre minha face.
  2. Eu choro porque há qualquer coisa que não habita mais no meu coração, falta alguma coisa, talvez uma razão para viver.
  3. Mas não pense que eu sou triste ou desesperada ou solitária. Eu não sou.

 

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Cotidiano

Giordana Medeiros

Acordou com o despertador apitando desesperadamente, anunciando o dia que nascia. Esticou o braço para silenciar o apelo da máquina, apelo de vida. Diria “acorde” ou “viva”? Ou era apenas um bip impertinente e agudo como as máquinas que indicam os batimentos cardíacos no hospital? “Acorde, você está vivo!” Talvez seja para essa sentença que o despertador queria atentar. De repente, acorda-se para o dia. E o sonho é esquecido no travesseiro. “Se dormisse a vida e vivesse o sonho…” Era o que pensava enquanto procurava as sandálias ao lado da cama. Levantou-se, sonolento e sem vontade de viver. Tomou uma ducha e enquanto o vapor da água embaçava os vidros do box do banheiro ele escrevia no vidro embaçado: “ o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo.” Era a voz de Clarice que lhe sussurrava ao ouvido? Ou era uma confissão de vida, ou de morte, ou de medo, ou de melancolia? Sob a água que lhe caia sobre o corpo desejava que pudesse lavar a alma também. Como alcançar o mais profundo de si? Saiu do banho de toalha, abriu o guarda-roupa e pegou uma camisa branca, abotoou-a até o pescoço e colocou a gravata. Fazendo tudo como todos os dias… Cotidiano repleto de hábitos. E vazios… Sempre ao fazer o nó da gravata, rezava para que chegasse o dia que se visse livre deste incômodo acessório. Mas, não havia previsão para que isso ocorresse. A pena estendia-se infinitamente, como se suas faltas fossem tão graves que ensejassem a perpetuidade de sua sentença. Seguindo, o curso das coisas, lá ia seu coração batendo eternamente. Sempre sozinho, sentindo que destruía qualquer coisa com sua presença, talvez, o mundo.  Muitas ausências numa vida repleta de faltas, e o que lhe resta é este vazio constrangedor. Será que há quem o ouça quando, antes de dormir, deseja uma saída para tudo isso? Sentia-se tragado por uma onda gigantesca, como se seu corpo fosse arrastado pela força da água. E depois, tonto, tentasse erguer-se e uma nova vaga viesse e assim sempre, sempre e sempre. Afogado em suas próprias emoções, na solidão da casa em penumbra.  Mas o sol já nascia no leste, e as luzes puras da manhã iluminam tudo, menos o breu de sua alma. Escovou os cabelos, fez a barba. Queria apenas alguém que lhe dissesse que não precisava se preocupar.  Encarando-se no espelho afirma (para si mesmo?): “eu sou o que sou e pretendo ser exatamente isso.” Mas, quando o mundo parece perseguir-lhe por ser este “exatamente isso”? E se a exatidão do ser fosse o inexato parecer ser? É aquilo que parece ou que é realmente? “O que sou em fim?” Perguntava-lhe a imagem do espelho que era o externo a si, bem diverso do interno, mundo tenebroso e infinito. Como ver os fantasmas que lhe habitam quando a face não transparece os segredos? Não está se defendendo de nada. Somente sentindo, “será que se permitia ter pena de si mesmo?” Porque não conseguia sentir por si nada além de uma piedade inexplicável. Sacudiu a cabeça furiosamente. Tentava expulsar de si estes maus pensamentos. Fritou ovos mexidos, tomou café, e lá fora o mundo pulsava. Está tudo impregnado de vida. “E dor, e dor, e dor.” Não poderia fugir disto. Não poderia fugir de si. Há como escapar de algo que lhe é interno? De um câncer que lhe corrói por dentro, matando aos poucos, o vazio alastrando-se, tomando todos os espaços? Há razão para continuar? E se não se consegue mais achar um motivo para a vida? É hora de desistir? Fecha os olhos, que assim pode enxergar melhor a si mesmo. Sabia que sofria, pois vez em quando chorava sem saber por quê. E o travesseiro estava acostumado ao pranto que lhe umedecia. Menos os olhos que inchavam aflitos, não afeitos a dor. O corpo nunca se acostuma… E tomando o café amargo pensando em todas estas coisas, queria mesmo que todos os dias fossem sábado para poder enterrar a cabeça no travesseiro e chorar até que esquecesse a razão de suas lágrimas. De dentro, de perto, estava tudo nítido: a dor, a mágoa, a tristeza. Confessa a si mesmo que já tentou de tudo para salvar o sonho em perigo. Mas as fantasias estão se perdendo. E se no fim só restar a realidade? De cima, de longe, de lado, somente o real, a existência sólida e sofrida de uma vida de espinhos. Uma gosma que se amolda, transforma, até sair uma flor. Mas o momento crucial é o do dedo na goela para expulsar de si este sentimento. Esta tristeza que não se consegue engolir. Fica engasgada, incomodando. Como uma dor de dente, latejando, lembrando a todo momento que há algo que não se encaixa no quebra-cabeça. Como ser uma peça que não se encaixa?  Joga fora os restos que estavam no prato. Lava a louça. “Tudo limpo, tudo certo, mas se acontecer de novo? Você disfarça e segue em frente? Como não soubesse o que sabe sobre si?”

Pega o paletó, sai, fecha a porta e abre o espírito. Agora estava desprotegido do mundo. Veste roupas, mas é como se estivesse nu, frente a todas as coisas, principalmente às outras pessoas. Como lhe limita o espírito estar sozinho nesta cidade repleta de gente, de vida, de medo, de pausas, de sonhos, de tudo enfim. Para qual caminho seguir quando todas as vias estão fechadas? Náufrago do navio de desilusões que afundou no mar turbulento da realidade. Então, é assim mesmo: segunda-feira chega sempre após o fim-de-semana.  E os dias são a prisão do hábito. Ao tomar o metrô na estação, pode observar as pessoas seguindo suas vidas. E há muitas almas que lhe são externas… Será que sofrem tanto quanto ele? Será que nasceram por um quase? Uma quase morte, por pouco, nascer seria morrer, mas sobreviveu. Por que?  Não quer parecer covarde, fraco. Mas era assim mesmo, fazer o que? Coragem e covardia é um jogo que se joga a cada instante do qual sempre se sai derrotado. A loucura é a vizinha da mais cruel sensatez. Sensato, louco, quais outras qualificações se conferiria? No fundo era apenas mais uma alma solitária no mundo. Há verdades que nem a Deus havia contado, nem a ele mesmo. Mais as conhecia, que não se pode esconder de si o que está encravado na alma. A solidão é não precisar. Não precisar deixa um homem muito só, todo só. Este é o mistério que não se desvenda na vida. No metrô, luzes velozes ofuscam os olhos, mas não pode deixar de seguir em frente, sempre em frente. Há uma tempestade no horizonte, uma questão que se quer esquecer. A questão que nunca lhe fez sentido, questão que é também resposta para a pergunta que nunca se fez. Mas poderia fazer-se caso soubesse sobre si, o que todos sabiam, menos ele mesmo. E quando se nega a si mesmo o que é patente, é porque a verdade é a própria pergunta?  Desce na estação, acompanhado de um rio de pessoas, seguindo a correnteza, no rio cujas margens não se alcançam. Rio de almas condenadas pela vida. Todos presos a si mesmos, há tanto que se quer esquecer… Mas a memória é o calabouço do passado. E por mais que se enterrem os ossos, a cova é sempre rasa. Os esqueletos sempre se mostram, eis aí a lembrança que se tentou jamais revelar. E no trabalho, não poderia esperar pelo fim da jornada, sofrimento que se prolonga por horas a fio. Neste dia onde se acumulam reflexões. Sabendo mais sobre si, que no dia anterior, todos os dias se conhece mais do próprio espírito. Quer ser apenas humano. A humanidade é algo bonito a se conferir. A imortalidade é desejo inacessível. Aquiles queria a perpetuidade dos deuses, mas a perenidade dos corpos é a real beleza da vida. Envelhece-se. É assim. Morre-se. Também assim. A glória não confere a perpetuidade nesse mundo. Mas grava nos livros o seu nome eternamente. Todos querem ser lembrados, a maior procura do homem é ser reconhecido. Ele mesmo faria qualquer coisa por reconhecimento. Ao chegar em casa fatigado por mais um dia onde a vida esmagou-lhe um pouco mais, afrouxou o nó da gravata, tirou os sapatos e meias para sentir o chão sob seus pés. Era tão real sentir com os pés que há algo onde caminhar… Pés no chão, como uma âncora na realidade. Foi para o banheiro, abriu a torneira, lavando as mãos queria tirar as nódoas do próprio espírito.  Emparelha-as e faz uma cuia para captar a água com que molharia o rosto.  Olha seu reflexo no espelho. Se sentindo ferido pela imagem, se pergunta para onde vai. “Vou.” É o que tem a se dizer. Mas não sabe para onde. A eternidade se explica numa coisa: tudo que existe nunca começou. Mas ele arrisca, continua arriscando. Não consegue controlar o pranto, o que ele era o fazia chorar. E sentindo tanta pena de si, do que era e não poderia ser, com as mãos quebra o espelho, que lhe refletia as lágrimas.  “Nem amar eu sei, nem amar eu sei” repetia para a imagem desconexa e banhada de sangue.  O amor exige em vez de dar. Exige do homem que seja aquilo que o ser amado necessita. Nunca si próprio.  Esse é o erro incutido no amor. Mas o erro está inserido no próprio existir. A própria vida vem mesclada de erro.  Ele sentia um medo absurdo de ser si mesmo. As mãos sangravam, a pele cobria-se da rubra substância da vida. Pegou um pano para estancar o sangramento. Depois enfaixou os cortes. Eles cicatrizar-se-iam. Mas as feridas ainda continuariam abertas, latejando no espírito. Dividiu com o travesseiro sua dor. No dia seguinte faria tudo exatamente igual. Apesar de querer que tudo seja diferente.  Mas não se pode fugir do cotidiano. O hábito persegue o homem. No fim se pode sempre soluçar com o rosto no travesseiro, prometendo que tudo será diferente. Mesmo sabendo que nunca será.

 

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